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Retirada de sisos pode evitar perda de dentes

16/08/2014 Por Redação

Se não houver espaço, siso deve ser retirado para evitar problemas com higiene - Shutterstock

Dente do juízo, dente queiro, terceiro molar ou dente do siso. Seja qual for o termo, mencioná-lo costuma provocar a mesma sensação nos adolescentes: medo da dor - do nascimento e da extração. No entanto, encarar a remoção do dente (que, na realidade, nem sempre é dolorida) é a melhor alternativa quando um dentista a recomenda. Caso contrário, as consequências podem ser feias - desde o surgimento de cistos benignos e cáries ao desalinhamento dos dentes. Há ainda alguns mais sortudos que já nascem sem o siso ou tem espaço suficiente na arcada para a sua erupção.

Luciano Del Santo, diretor do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, explica que a indicação para extração do siso é feita quando a mandíbula ou a maxila não comporta o aparecimento do dente. “Muitas vezes, esses dentes aparecem parcialmente na cavidade oral numa posição indesejada, exatamente por não ter espaço. Às vezes, ficam totalmente inclusos, dentro do osso, o que pode trazer consequências a médio e longo prazo”, diz. A dificuldade de higienização do local pode gerar o acúmulo de alimentos, que levam ao aparecimento de cáries até mesmo nos dentes vizinhos. Outro problema é o desalinhamento dos dentes, já que o siso, dependendo de como estiver posicionado, pode empurrar os outros. A perda da raiz é uma importante consequência gerada pelo contato da coroa do terceiro molar com a raiz do segundo, seu vizinho. Como a coroa é mais resistente que a raiz, pode haver perda de minerais, chamada de reabsorção.

Normalmente, o siso se manifesta na arcada - seja pelo aparecimento ou pela dor - no final da adolescência. Del Santo afirma que, nos meninos, o comum é que eles surjam aos 16 ou 17 anos, enquanto nas meninas eles costumam aparecer aos 17 ou 18. Mesmo assim, é possível, através de exames radiográficos como a panorâmica, detectar-se os sisos mais precocemente. “Se verificarmos a não viabilidade deles na arcada dentária, é possível indicar a remoção mesmo que parcialmente formados”, diz.

Sinal de evolução

Ainda que a formação do terceiro molar inicie aos 13 ou 14 anos, é possível encontrar pessoas com mais de 30 anos com o siso recém surgindo. Em outros casos, o dente sequer aparece. É como se fosse uma evolução da espécie humana, mas ainda pouco comum, diz Del Santo. O cirurgião estima que uma parcela muito pequena da população não tenha nem o germe do dente, algo em torno de 3% ou 5%. Trata-se de um processo adaptativo. Entretanto, para que um número significativo de pessoas nasçam sem o siso, talvez seja necessário esperar mais de 150 anos.

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