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Revascularização auxilia no tratamento da polpa dentária infectada

16/08/2014 Por Redação

Diferente do tratamento convencional, tratamento não inibe o crescimento de novos vasos - rmnoa357

Além do tradicional tratamento de canal para curar o tecido pulpar danificado, a revascularização também pode ser uma opção nesses casos. Entretanto, ela apresenta algumas restrições. “Esse procedimento é mais voltado para os jovens, porque eles não têm a formação do dente completa, a raiz ainda não está formada e as células, que estão em proliferação, formam o tecido pulpar mais rápido”, afirma Rogério Jacinto, professor de Endodontia da Universidade Federal da Pelotas (UFPel-RS)). A técnica de revascularização consiste na limpeza da polpa do dente com uma pasta antibiótica, o material precisa agir por sete dias no local e, depois, com o auxílio de instrumentos são induzidas pequenas lesões no tecido para que o sangue possa irrigar o canal. “A vantagem desse tratamento é a formação de tecido pulpar vivo para reestabelecer a vitalidade do dente”, diz o Dr. Matheus Souza, professor da Faculdade de Odontologia da Universidade de Passo Fundo (UPF-RS).

O tratamento de canal tradicional consiste em diversas etapas: primeiramente, é realizada a abertura do dente, então, é criada a cavidade de acesso ao canal radicular. Depois chega-se à fase de instrumentação e preparo químico-mecânico, que consiste no uso de medicamentos e instrumentos, é feita a limpeza dos canais danificados, bem com a remoção do tecido orgânico infectado. A penúltima etapa diz respeito à expansão do canal para fazer a obturação e, então, a polpa é substituída por um material termo-plástico, uma espécie de borracha, que preenche a área antes ocupada pelo canal radicular. E é exatamente esse material que inibe a regeneração do tecido, e, consequentemente, a revitalização do dente.

Na revascularização o tratamento dura, obrigatoriamente, duas sessões, já na outra modalidade depende do dentista. A endodontia trabalha de duas maneiras; uma opta por duas consultas de aproximadamente 1h e faz uso de medicação intracanal que, após a aplicação precisa agir de sete a quinze dias, somente no segundo encontro o processo é concluído. A outra corrente precisa de uma sessão de 1h ou 1h30 para realizar todos os procedimentos.  A principal causa para a realização do tratamento é microbiológica. Ou seja, quando a cárie avança do esmalte do dente para a dentina e da dentina para polpa. Outra razão, também, recorrente é o trauma causado, por exemplo, por uma batida forte que leva ao rompimento da vascularização do dente e, consequentemente, a sua necrose. Conforme Souza, a recuperação em ambos os tratamentos não requer cuidados especiais. “Certamente haverá desconforto nas primeiras 48 horas, mas isso é normal. O acompanhamento dura, ao total, dois anos. Nos três primeiros meses a consultas devem ser realizadas a cada 30 dias. Após esse período, a avaliação é trimestral.”

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