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Ronco: este é um problema de saúde!

Logotipo do(a) Sua Dieta Sua Dieta 06/05/2014 Sua Dieta
Photo © Farina3000 - Fotolia.com Photo

O ronco é, por vezes, motivo de piada ou brigas entre um casal. Porém, o que muitos ainda não sabem é que este distúrbio vai além de um simples incômodo. Atualmente, estima-se que 25% da população brasileira adulta de meia idade ronque e que cerca de 10% desses indivíduos sofram de uma doença chamada de Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono.

De acordo com o otorrinolaringologista, Marcelo Alfredo, este problema acontece quando o ruído do ronco é interrompido por paradas de respiração que duram aproximadamente dez segundos e têm freqüência variável. Isso ocorre em razão da flacidez dos tecidos da garganta. O agravante é que estas paradas de respiração causam redução de oxigênio que circula no sangue.

"O ronco ocorre quando há estreitamento do fluxo de ar entre o nariz e a laringe, mais especificamente na região posterior do nariz e da língua. Tal problema sobrecarrega o trabalho cardíaco e expõe o paciente a problemas vasculares e neurológicos como hipertensão arterial, arritmias, infarto e acidentes vasculares cerebrais, além dos transtornos sociais, psicológicos e familiares", esclarece o especialista.

O ronco e a apnéia são mais comuns em homens acima dos 30 anos e nas mulheres a partir da menopausa. Cansaço excessivo, sonolência diurna, cefaléia matinal, boca seca ao acordar, ronco alto, sono agitado, paradas respiratórias, engasgos e pesadelos são alguns sintomas. "As vezes o ronco é tão forte e desagradável que chega a atingir de 90 a 100 decibéis, um barulho correspondente a turbina de um avião", explica Dr. Alfredo.

O tratamento pode ser comportamental, clínico ou cirúrgico. O primeiro inclui mudanças de hábitos como não resistir ao sono, perda de peso, evitar o álcool e o tratamento de doenças como a rinite. Já no tratamento clínico são utilizados medicamentos, dispositivo para manutenção de vias aéreas livres, máscara para pressão positiva das vias aéreas e dispositivo intra-oral.

Segundo o médico: "O tratamento com os dispositivos orais surtem bons resultados, em razão da fácil adaptação, pois permitem mais passagem de ar na garganta. Mas, nem todo indivíduo pode utilizar, pois há riscos de problemas para a retenção do aparelho na boca em razão de próteses fixas ou móveis e dentaduras. O dispositivo não cura a apneia, apenas ameniza os sintomas".

Já, no tratamento cirúrgico: "As deformidades nasais são corrigidas ou o excesso de tecido em palato mole e úvula são removidos e podem ser combinados com cirurgias nasais e de amígdala. Outro procedimento é a glossectomia de língua média onde pequena porção da parte posterior da língua é removida. Contudo, vale lembrar que cada caso é um caso e o especialista sempre deve ser consultado para recomendar o melhor tipo de tratamento de acordo com a gravidade do diagnóstico", conclui.

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