Você está usando um navegador antigo. Por favor, utilize versão suportada para ter acesso às melhores funções do MSN.

Síndrome da Ardência Bucal pode provocar perda do paladar

Logotipo do(a) ColgateColgate 16/08/2014 Cartola

Síndrome da Ardência Bucal pode provocar perda do paladar

Mesmo atingindo cerca de 15% das pessoas entre 50 e 70 anos, sobretudo mulheres, a Síndrome da Ardência Bucal (SAB) ainda é difícil de ser diagnosticada, e há poucas pesquisas na área médica. O principal sintoma é a ardência na língua ou em outra parte do interior da boca, mas também é comum que os pacientes sintam perda do paladar e diminuição da saliva.

“Para realizar o diagnóstico é necessário descartar outros fatores que também apresentam ardor bucal, como diabetes, uso contínuo de medicamentos, quimioterapia, radioterapia em pacientes com câncer de boca, deficiências vitamínicas e aftas bucais”, explica a doutora em estomatologia e professora na Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo Cassia Maria Fischer Rubira.

Segundo Cassia, a origem da doença ainda é desconhecida, mas três fatores, associados ou não, podem ser os causadores. Como fator local, pode-se apontar a redução do fluxo da saliva, que pode estar associada ao uso de anti-inflamatórios e antidepressivos ou pode ser fisiológico, já que a maioria dos pacientes possui idade avançada e a hipossalivação é normal nessa fase. Outro fator é a dor neuropática, que se manifesta em pessoas com com lesões no sistema nervoso central ou periférico e que interpretam como dor um simples toque na região afetada. Na SAB, essa dor se manifesta na língua, quando há danos nas vias sensitivas do sabor. Por último, o fator psicossocial, quando a depressão, a ansiedade e situações de estresse extremo podem desencadear a doença ou intensificá-la.

O diagnóstico deve ser feito por um dentista especialista na área de estomatologia, que trata as doenças que se manifestam na cavidade da boca e no complexo maxilo-mandibular. Além do dentista, o tratamento envolve médico, fonoaudiólogo, nutricionista e psicólogo para que se possa elaborar uma solução eficaz de acordo com as necessidades de cada paciente. “O tratamento é paliativo e visa o alívio dos sintomas, visto que a SAB ainda não tem cura. É importante que o paciente saiba sobre sua condição para melhor convivência com a doença”, afirma Cassia. Os medicamentos utilizados são de uso tópico, como saliva artificial e anestésicos, e de uso sistêmicos como antidepressivos, anticonvulsivantes, complemento de erva de são-joão e estimulante salivar.

image beaconimage beaconimage beacon