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Saiba como escolher a escova de dentes adequada

16/08/2014 Por Redação

Escovas de cerdas macias são recomendadas para a maioria das pessoas - Shutterstock

Além da escovação correta e do uso regular do fio dental, para uma boa higiene bucal, é necessário prestar atenção em alguns detalhes sobre as escovas de dentes. As de cerdas macias e cabeça pequena são aconselhadas na maioria dos casos. Também é importante ter cuidado com a higienização e o armazenamento da escova.

Para o cirurgião-dentista, Bruno Cabreira, não existe a “melhor escova”; ela deve ser confortável, se ajustar à boca e fazer uma boa limpeza dos dentes. Ele afirma que não é necessário investir em escovas que prometam diversas funções diferentes, além da limpeza. “Uma simples escova de cerdas macias ou extra macias é suficiente para limpar os dentes e seguir com uma boa higiene periodontal”, explica.

A escova deve ser trocada a cada três meses ou quando começar a aparentar desgaste. “É importante substituir depois de uma gripe ou resfriado, para diminuir o risco de nova infecção por meio dos germes que aderem às cerdas”, acrescenta Cabreira. A limpeza deve ser feita com água corrente.

O consultor científico da Associação Brasileira de Odontologia (ABO) e do Instituto Pedro Martinelli de Odontologia, Mauro Piragibe, diz que uma escova nova tem as cerdas perpendiculares ao longo do eixo da escova. “Quando ela começa a abrir, ou seja, ficar deformada, é hora de trocar”. Ele ressalta que pacientes que fazem escovação com mais força, devem deformar a escova em menos tempo.

“A escova, depois de usada, deve ser bem limpa para que não fique nenhum resíduo de dentifrício (creme dental), o que pode levar uma colonização de germes”, explica o Bruno Cabreira. Ele ressalta que é bom procurar escovas com capa protetora, pois o banheiro é um lugar altamente contaminado, pela presença do vaso sanitário e pia.

Escovas elétricas são indicadas para pessoas com dificuldade ou limitação motora. “Não é a escova que vai diminuir o risco de cáries ou outras doenças bucais, mas a escovação efetiva”, afirma. Ele ressalta que a escovação deve limpar todas as faces dos dentes e sempre ser acompanhada pelo fio dental, pois ele é único meio de limpar onde a escova não alcança, “a interface dente a dente”.

Para pacientes que usam aparelhos ortodônticos especiais, cada caso deve ser avaliado e orientado por um profissional. Piragibe indica que, para pacientes com aparelho fixo, existe a escova ortodôntica. “No meio das cerdas, existe uma região com as cerdas mais rebaixadas, que ajuda na higienização das áreas ao redor dos brackets”. Para quem sofre de doença periodontal, o dentista aconselha escovas interdentais, dependendo do nível da doença, pois apresentam espaços entre os dentes.

Cabreira lembra que a consulta regular ao dentista é essencial, principalmente “porque muitas doenças começam dando sintomas pela boca, como diabetes, e até o câncer” e podem ser diagnosticadas cedo.

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