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Seguro, raio X odontológico pode ser feito em pacientes de todas idades

16/08/2014 Por Redação

Raio X é seguro para todas as idades desde que se observe as recomendações da Anvisa - Shutterstock

A cautela e a preparação que envolvem os exames de raio X podem assustar alguns pacientes. Mas não há por que temer o procedimento.

O consultor em radiologia odontológica da Associação Brasileira de Cirurgiões Dentistas (ABCD) André Rodriguez explica que a radiação emitida pelo equipamento odontológico é bem pequena em comparação ao do raio X usado para obter imagens do corpo, e também possui um campo de alcance menor. A intensidade dos raios varia de acordo com o tipo de diagnóstico desejado, mesmo assim, não chega perto do equipamento hospitalar. “É como um tiro de canhão e uma bala de espingarda de chumbo”, compara o professor responsável pela Disciplina e Clínica de Radiologia Odontológica e Imaginologia da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL) Roberto Martins Lourenço.

Apesar de ser considerado um procedimento seguro, o raio X é contraindicado para gestantes, segundo Rodriguez, porque, mesmo em pequenas doses, a radiação pode afetar a formação do feto, e o exame deve ser evitado por precaução.

Lourenço destaca que é preciso cautela não só com pacientes grávidas. Para ele, toda radiografia deve ser indicada apenas se houver necessidade, e o dentista precisa avaliar o custo-benefício para o paciente. “Alguns prejuízos para as células existem, mas o exame deve ser feito se for trazer um benefício maior”, diz. Segundo o professor, dificilmente o raio X do dentista vai causar dano ao paciente, embora existam estudos que mostram que a radiação pode, em alguns casos, afetar as células.

Ele explica que o raio X pode retardar a cicatrização porque provoca uma reação química no nível celular. O paciente dificilmente vai observar qualquer um desses efeitos porque, depois de receber a radiação, o organismo se reorganiza. Esse é um dos motivos da orientação de esperar de seis meses a um ano para refazer o procedimento. Por isso o raio X deve ser feito apenas quando necessário, insiste. “A radiografia não é uma fotografia”.

Menos de um segundo

Segundo o consultor da ABCD, o profissional corre mais riscos de ter problemas com a radiação porque realiza o exame em vários pacientes em um mesmo dia. Por isso existe um procedimento de proteção estabelecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determina que o paciente utilize um colete de chumbo e que, no consultório do dentista, exista uma parede especial, com uma camada de barita, substância que bloqueia a radiação, para que o profissional se proteja na hora da aplicação dos raios-x.

A Anvisa também realiza uma fiscalização a cada dois anos nos equipamentos dos consultórios, para avaliar se estão funcionando corretamente e não estão liberando radiação em excesso, segundo Ramirez. Se forem atendidas todas essas recomendações e cuidados, fazer raio X no dentista é seguro. Segundo Rodriguez, existem tipos específicos de procedimento para cada caso. Em todos eles, a exposição não chega a um segundo e o paciente não sente nada durante o procedimento. De acordo com Lourenço, a radiologia odontológica não faz mal desde que bem executada, de acordo com as normas da Anvisa. “Pode ser feita em crianças de três a quatro meses até pessoas de 90 anos”, diz.

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