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Sensibilidade à luz pode afetar aprendizado escolar

Logotipo do(a) Sua Dieta Sua Dieta 17/07/2014 Sua Dieta
Photo: Sensibilidade à luz pode afetar aprendizado escolar © Forster Forest - Fotolia.com Sensibilidade à luz pode afetar aprendizado escolar

Sensibilidade à luz pode afetar aprendizado escolar

Assim que a criança começa a sua vida escolar, os pais devem ficar atentos. É durante esta fase que elas podem demonstrar os sintomas de diversos distúrbios até então não detectados. Sinais de desconforto ao sol e à iluminação artificial intensa podem revelar dificuldades na leitura, no equilíbrio e, até, na fala.

Observar o comportamento do aluno durante os estudos e as brincadeiras é a melhor forma de acompanhar e perceber como está sua evolução. Segundo a oftalmologista Dra. Márcia Guimarães, a utilização de régua ou dedo para acompanhar as linhas de um texto, o apoio da testa com as mãos durante a leitura, a procura constante por sombra para brincar e a distração no momento dos estudos são sinais de que as atividades não estão sendo aproveitadas integralmente. 

"A exposição à luz solar ou à luminosidade intensa em diversos ambientes, como escritórios, escolas e supermercados, pode provocar, em alguns indivíduos, sensações de irritabilidade, ansiedade e fortes dores de cabeça. Isso acontece porque essas pessoas podem ser portadoras de hipersensibilidade a uma determinada freqüência de luz, já que percebem a luminosidade mais forte e brilhante que as demais pessoas", observa a médica.

Quando o sistema visual está comprometido, o aprendizado será afetado. Isso porque 85% de tudo o que se aprende são informações recebidas pela visão. Possíveis problemas de aprendizagem não são detectados com o exame ocular tradicional. Para detectá-los em tempo hábil de não afetar o desempenho escolar, é necessário fazer exames e testes mais específicos que avaliam o processamento cerebral da visão.

"O ideal é que a análise seja feita além do simples exame do olho, observando todo o processo visual do indivíduo. Isso porque é o cérebro o responsável pela visão. O olho é apenas a parte captadora da luz", explica Dra. Márcia Guimarães. 

Nos casos em que a hipersensibilidade à luz (também conhecida como fotofobia) chega a afetar o aprendizado, pode ser diagnosticado caso de Síndrome de Irlen que, segundo a oftalmologista, afeta 20% da população. "Essa incidência é ainda mais elevada em portadores de déficits de atenção, dislexia, hiperatividade, entre outros problemas. Mesmo bons leitores, sem dificuldades de aprendizagem, podem ser portadores desta hipersensibilidade. Nesses casos, ela se manifesta pelas crises de enxaqueca, irritabilidade, ansiedade e redução da produtividade profissional", detalha ela. 

Fora do ambiente escolar e de escritório, esses sintomas também podem aparecer em lugares com neblina, chuva, mormaço e trânsito, com as luzes noturnas e dos faróis, uma vez que, nesses casos, a claridade é instável.

O tratamento é realizado com a utilização de filtros de absorção seletiva, que bloqueiam determinadas freqüências de luz que são especialmente agressivas para essas pessoas. Algumas clínicas oferecem o tratamento multidisciplinar que envolve psicólogos, pedagogos, fonoaudiólogos e oftalmologistas para que todas as causas possíveis sejam avaliadas.

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