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Técnicas e aparelhos bucais modernos atraem pacientes para tratamento ortodôntico

16/08/2014 Por Redação

Um dos aparelhos mais comuns são os constituídos por brackets vestibulares - Shutterstock

Particularmente na última década a atenção de muitos profissionais e pacientes esteve voltada a aparelhos que contribuíssem para o conforto, a estética, melhorassem resultados e trouxessem facilidades aos ortodontistas. Um dos aparelhos mais comuns são os constituídos por brackets vestibulares - colocados na parte da frente dos dentes. “Grande avanço na estética deste tipo de aparelho foi a utilização de materiais como safira e porcelana na confecção dos brackets”, explica a ortodontista Luciana Arcas.

Funcionalmente, o destaque deve ser dado aos brackets autoligados, que não utilizam as borrachinhas coloridas para a fixação do arco do aparelho. Segundo a ortodontista, este tipo de aparelho proporcionou menos atrito entre o bracket e o arco, possibilitando um deslize mais fácil dos dentes, diminuição do tempo de tratamento e aumento do intervalo entre as consultas.

Outra grande conquista da área para Luciana, com relação a estética, foi a viabilização de aparelhos linguais, colocados por dentro dos dentes. “Inicialmente havia grande dificuldade com relação as técnicas empregadas e o desconforto gerado ao paciente”, observa. Desde então, a diminuição do tamanho dos brackets e a evolução de fios ortodônticos foram em parte responsáveis pelo aumento da utilização destes aparelhos. “Há dois anos, o primeiro aparelho customizado, ou seja totalmente individualizado para o paciente, foi introduzido no mercado brasileiro”, diz. Esses aparelhos customizados são confeccionados por robôs, fios de alta tecnologia e compõem o arsenal de facilidades da ortodontia customizada, que tenta conquistar dentistas e pacientes.

Segundo Luciana, a grande inovação no mercado estético são os alinhadores “praticamente invisíveis”. Eles são uma série de placas transparentes que movimentam os dentes sem a necessidade da utilização de brackets. A visualização do plano de tratamento em 3D e a antecipação da principal dúvida de muitos pacientes - “quanto tempo vou utilizar aparelho?” - , pode ser respondida, de acordo com Luciana, com certa confiança, antes do início do tratamento.

Ainda de acordo com a ortodontista, é parte do tratamento a fase de contenção. “Após o término da movimentação dentária, todo paciente deve comprometer-se com a utilização do aparelho proposto pelo ortodontista”, observa. Luciana acrescenta, dizendo que para este período, também há hoje disponibilidade de diferentes dispositivos fixos ou móveis, confeccionados com metais, acetatos e resinas. “No caso de alguns alinhadores transparentes, uma nova sequência de placas é desenvolvida neste momento para manutenção dos dentes”, diz.

O tempo de contenção varia de acordo com o planejamento do caso, os movimentos realizados pelos dentes e os resultados obtidos, afirma Luciana. Ela conta que, após o tratamento ortodôntico, os pacientes querem de imediato clarear os dentes ou realizar tratamentos estéticos. “Porém, nesta fase o dente está mais sensível, a polpa dentária, responsável pela vitalidade do dente, encontra-se mais volumosa e tratamentos estéticos devem ser cautelosamente planejados”, afirma.

Ela alerta para o fato de que, juntamente com inovações, aparelhos que imitam tecnologias de ponta e não alcançam resultados desejados aparecem no cenário. “Por isso, a consulta a um especialista e a busca de conhecimento por parte do paciente é essencial para o sucesso do tratamento”, finaliza.

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