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Tudo o que você precisa saber sobre HPV

Logotipo do(a) Sua Dieta Sua Dieta 22/04/2014 Sua Dieta
Photo: Tudo o que você precisa saber sobre HPV © fotoliaxrender - Fotolia.com Tudo o que você precisa saber sobre HPV

A infecção pelo HPV ? o Papilomavírus Humano ? é a doença sexualmente transmissível mais comum atualmente. Esse grupo de vírus inclui mais de 200 tipos diferentes, dos quais cerca de 45 são transmissíveis por via sexual, podendo causar lesões genitais, tanto em mulheres, como em homens.

Segundo a ginecologista especialista em Reprodução Humana da Criogênesis (SP), Dra. Alessandra de Souza Barbeiro Munhoz, o HPV é a principal causa do câncer do colo de útero, terceiro tipo de câncer mais frequente entre as mulheres, atrás apenas do de mama e do de cólon e reto. Em 2013, segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer), 4.800 brasileiras morreram desse tipo de câncer no país, a maioria de classes menos favorecidas.

O que é HPV?

O HPV ou Papilomavírus Humano é um vírus de transmissão preferencialmente sexual, considerado, atualmente, como a DST (doença sexualmente transmissível) mais frequente no mundo. Existem mais de 200 tipos diferentes desse vírus, dos quais aproximadamente 45 infectam a região ano-genital feminina e masculina.

O HPV pode causar lesões benignas (condilomas acuminados ou verrugas genitais, conhecidas popularmente como "crista de galo") tanto em homens quanto em mulheres, e lesões pré-cancerosas e câncer propriamente dito, principalmente do colo uterino, sendo importante lembrar que o grupo de vírus que causa as lesões benignas é diferente do grupo que causa a doença maligna. É indispensável, portanto, que as consultas periódicas com o ginecologista e o Papanicolau sejam realizados, já que este exame é capaz de detectar alterações, prevenindo o desenvolvimento do câncer.

O HPV pode causar a infertilidade?

Com exceção das situações em que o HPV se desenvolve em um câncer de colo de útero, culminando na necessidade de retirada do órgão, ainda não foi comprovada a sua relação direta com a fertilidade humana. Entretanto, uma pesquisa recente realizada pela Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva com casais que realizaram a fertilização in vitro (FIV), mostrou que apesar das taxas de gravidez não terem sido afetadas, os casais, em que a mulher ou o homem eram portadores de HPV, tiveram uma taxa de abortamento maior do que os casais não infectados. Além disso, quando ambos eram infectados, a taxa foi ainda maior.

Uma mulher que estiver infectada pode engravidar?

Sim, a infecção pelo HPV não interfere na formação do feto e geralmente mulheres portadoras do vírus têm a possibilidade de ter uma gravidez saudável, mas isso não quer dizer que ela não deva realizar um tratamento que, por sinal, deve começar logo que se fizer o diagnóstico.

A via de parto (normal ou cesariana) deverá ser determinada pelo médico após a análise individual de cada caso. As mulheres com verrugas genitais (no canal de parto) apresentam um risco de transmissão destes vírus para seu bebê que poderá desenvolver estas lesões no trato respiratório (papilomatose respiratória recorrente), e, portanto, nesses casos, a cesárea pode ser considerada como possível via de parto. Contudo, se as verrugas estiverem em locais em que seja difícil o contato com o bebê, o parto normal ainda poderá ser considerado.

E a saúde do bebê?

Na maior parte das vezes, bebês que foram contaminados na hora do parto não chegam a manifestar a doença, felizmente a maioria elimina o HPV logo no primeiro mês de vida. Mas, naqueles bebês em que o HPV persiste nos primeiros anos de vida, existe o risco de surgirem alterações nas regiões oral, genital, ocular ou laríngea afetadas, que devem ser acompanhadas e tratadas adequadamente.

O que é a vacina?

A vacina tem como objetivo evitar que a pessoa seja contaminada pelo HPV e, assim, diminuir o número de casos de pacientes que desenvolvam as verrugas genitais e os cânceres de colo de útero e anus. Apesar de existirem centenas de tipos do vírus, as vacinas produzidas atacam os quatro mais comuns: tipos 6, 11, 16 e 18 (os 2 primeiros tipos causam os condilomas e os dois últimos, o câncer de colo uterino).

Existem 2 tipos de vacina: a Bivalente (contra os HPV 16 e 18) e a Quadrivalente (contra os 4 tipos de HPV mencionados). A vacina Quadrivalente,  apesar de gratuita apenas para meninas de 11 a 13 anos (e, futuramente, para todas as meninas de 9 a 13 anos), é recomendada para homens e mulheres de 9 a 26 anos. A vacina bivalente pode ser utilizada sem qualquer limite de idade. Clínicas particulares também oferecem as vacinas para pessoas de qualquer faixa etária, por considerar que há benefícios para todos os pacientes.

Ela possui efeitos colaterais?

Os efeitos colaterais são os mesmos de outras vacinas: mal estar semelhante ao da gripe e dor no local da injeção, que não é intensa. Ainda não há evidências de problemas maiores e nem da causa de morte. Casos de meninas que morreram em outros países, após tomarem a vacina, foram creditados a outros problemas de saúde e não tiveram nenhuma relação com a injeção.

Médicos costumam pedir para que as mulheres evitem engravidar um tempo após as vacinas. Por quê? Ela pode causar algum dano à grávida ou ao bebê?

O fato de pedirem às mulheres, que acabaram de ser vacinadas, que esperem, ao menos um mês para engravidarem, é justamente por prevenção, pois ainda não há quaisquer relatos de que a vacina possa causar algum dano à gravidez. Caso a mulher engravide, é importante que o médico seja informado.

É verdade que a vacina pode causar a infertilidade?

Este é um fato que também não foi comprovado e que já está sendo estudado. Segundo especialistas, algumas adolescentes da Austrália, Japão e Inglaterra apresentaram menopausa precoce e até mesmo infertilidade, após terem tomado as doses da vacina, porém, ainda não há relação de que ela tenha sido a causadora desses problemas e nem que os tenha desencadeado, sendo mais provável que as jovens já estivessem apresentando esses quadros antes de iniciarem a vacinação.

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