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Liveaboard de mergulho na Ilha Grande

Logotipo do(a) Viagem em Pauta Viagem em Pauta 11/07/2018 Eduardo Vessoni

© Fornecido por Viagem em Pauta


São quase 200 km² de extensão, 12 enseadas e 14 naufrágios mergulháveis. Não vão faltar motivos (e pontos de mergulho) para você descer profundo, em um liveaboard na Ilha Grande.

Localizado no litoral sul do Rio de Janeiro, em Angra dos Reis, o destino é considerado um dos locais mais procurados para mergulho, no litoral brasileiro.

Próximo ao eixo Rio-São Paulo, o destino é mais viável, financeiramente, para a prática de mergulho e tem diferentes condições de mar, tanto para mergulhadores em treinamento como para os mais experientes.

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SAIBA MAIS: “Ilha Grande: confira guia do destino com dicas e roteiros”

Liveaboard

Seja qual for o seu nível, a experiência será sempre em uma água mais viva, rica em vida marinha.

E para todas ela sempre vai ter um liveaboard à disposição, na Ilha Grande e em Paraty.

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Nessas embarcações, exclusivas para mergulhadores e acompanhantes, as viagens são a bordo de um catamarã com cabines individuais com chuveiro, chef de cozinha que prepara todas as refeições (inclusive os necessários lanches para matar a larica, entre um mergulho e outro) e assistência em todas as operações.

É como estar imerso em um mundo submarino, mas com as facilidades de serviços a bordo.

Interior de uma das cabines do liveaboard Enterprise, no litoral sul do Rio de Janeiro (foto: Divulgação) © Fornecido por Viagem em Pauta Interior de uma das cabines do liveaboard Enterprise, no litoral sul do Rio de Janeiro (foto: Divulgação)

A rotina é puxada e começa cedo, logo após o café da manhã na varanda.

São cerca de sete mergulhos, em um único final de semana, incluindo uma saída noturna, no sábado. As horas vagas, raras em uma viagem exclusiva para mergulho, são completadas com pequenas palestras no salão do catamarã sobre a geografia da Ilha Grande e naufrágios históricos.

Só no primeiro dia de viagem são dois mergulhos pela manhã e outros dois, à tarde, além de um noturno.

Considerado um dos mais modernos para mergulhos, em funcionamento em águas brasileiras, o Enterprise é um catamarã de quase 23 metros de comprimento (75 pés) e pode levar até 24 passageiros, além da tripulação.

Batismo

“É uma experiência de mergulho para quem não é certificado, onde a pessoa faz um mergulho de, no máximo, dez metros de profundidade, acompanhado de um instrutor”, explica Tatiana Melo, profissional da escola Captain Dive e há 10 anos como instrutora de mergulho.

O batismo é antecedido por uma explicação sobre os principais equipamentos usados em um mergulho, seguido de um breve treino para que o iniciante se acostume com aquela parafernália aquática, já na água, mas ainda na superfície.

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“Apesar da pessoa não ter que fazer nada, nenhum ajuste no equipamento [durante o mergulho], eu gosto de explicar tudo o que está sendo usado para ela não cair na água e ficar entregue, sem saber o que está acontecendo”, completa Tatiana.

SAIBA MAIS:  “Mergulho de batismo na Ilha Grande, no litoral sul do Rio de Janeiro”

Conheça alguns pontos de mergulho na Ilha Grande

De um lado, mar abrigado e de águas calmas, no setor voltado para o continente. Do outro, costeiras e águas mais profundas, com um pouco mais de correnteza e pontos cênicos para mergulhos únicos, em todo o Brasil.

“Você pode ir 40 vezes no mesmo ponto e cada mergulho é diferente. Cada vez que você toca na água é diferente. Eu me surpreendo sempre”, conta Verónica Ávila, instrutora do Enterprise.

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O Mar de Dentro tem boas condições de mergulho em pontos costeiros, mesmo com tempo ruim, e é indicado para iniciantes e para check out.

Já no Mar de Fora, conhecido também como Costa Oceânica, as navegações são mais longas e as operações de mergulho são mais complexas. É a versão da Ilha Grande para mergulhadores mais experientes.

⇒ PRAIA DOS MEROS

Em área abrigada e de águas rasas, essa pequena baía no Mar de Fora é ideal para o check dive, momento inicial para checar a condição dos equipamentos e testar a aquacidade do mergulhador.


Segundo Verónica, são mergulhos costeiros, próximo a rochas com muita vida marinha, a uma profundidade que varia de 15 a 16 metros, onde dá para mergulhar com segurança, entre fendas e passagens rochosas.

Por estar no primeiro ponto do Mar de Fora, como lembra a instrutora, encontra-se um pouco mais de vida do que do lado de dentro. É possível ver tartarugas, moreias e diversos peixes, como o cofre, peixe-frade, donzelinha e coió.

O Saco dos Micos, a noroeste de Ilha Grande, é outro ponto para check out, uma enseada rasa, com costão rochoso de fundo arenoso e pouca vida marinha.

⇒ LAJE DO CORONEL

Com profundidade de até 25 metros, é um mergulho por fendas labirínticas que permitem a flutuação de mergulhadores em seu interior.

Conhecido também como Parcel do Coronel e considerado o melhor ponto de mergulho do Mar de Dentro, o local pode ser um dos locais para descidas noturnas, quando aquelas águas escuras ganham novas cores com a fila de mergulhadores que iluminam com suas lanternas as muralhas rochosas forradas de coral-sol, uma espécie agressiva de fortes tons amarelados que virou praga no destino, devido a sua ameaça a outras espécies de corais da região.

Vista do Parcel do Coronel (foto: Eduardo Vessoni) © Fornecido por Viagem em Pauta Vista do Parcel do Coronel (foto: Eduardo Vessoni)

Se os mais inexperientes tinham dúvidas sobre encarar a corda amarrada ao barco que parece levar a lugar nenhum, basta a líder da operação dar o aviso para todos os mergulhadores apontarem a luz contra o peito para aquele fundo de águas escuras se iluminar com os tons neons emitidos pelos plânctons, formando um mar de vaga-lumes marinhos de bioluminescência com matizes magentas. 

⇒ PINGUINO

Cenográfico e de fácil acesso, esse mergulho na Enseada do Sítio Forte, no lado continental da ilha, é ideal para todos os perfis de mergulhadores.

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O mergulho acontece em uma profundidade que vai dos sete ao 20 metros.

Em junho de 1967, o navio panamenho Pinguino naufragou no local, após um incêndio na casa de máquinas, alastrando-se em pouco tempo, devido à carga de cera de carnaúba. O que eram apenas pedaços gigantes de aço, a sete metros de profundidade, se transformaria em um jardim de algas que seguem crescendo nos porões da embarcação.

⇒ PARNAIOCA

Embora possa chegar a 32 metros de profundidade, é um mergulho que atende todos os níveis de certificação, do básico ao técnicoIniciantes podem chegar a 15 metros de profundidade, em um mergulho costeiro cheio de vida marinha.

Mas o destaque desse ponto é o naufrágio de um cargueiro a vapor que formou um arrecife artificial.

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“Estima-se que a construção seja do final do século 19, começo do 20. É um naufrágio que ainda não foi identificado. É um mergulho imperdível na Ilha Grande”, lembra a instrutora Tatiana Melo.

Para os mergulhadores mais avançados que tenham curso de formação de mergulhos profundo e em naufrágio, Tatiana recomenda atenção ao se comportar em um naufrágio, como avaliar áreas de penetração e “não encostar nas peças desse naufrágio que está judiado por causa da costeira, do Mar de Fora que bate bastante”.

⇒ FENDA DE JORGE GREGO

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A operação é complexa, inclusive com salto para mergulho com o barco ainda ligado, mas essa é uma das experiências mais marcantes em toda a Ilha Grande.

“A fenda é um dos mergulhos mais fascinantes que tem do Mar de Fora e de toda a Ilha Grande. Sem dúvida é o melhor ponto”, avisa a instrutora Verónica Ávila.

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Com mar agitado e sem ponto de ancoragem, esse mergulho acontece no interior de uma fenda da ilha, um paredão profundo, onde está a maior concentração de vida marinha de toda a região.

O ponto máximo é a subida até a superfície para ver o interior dessa formação rochosa. A experiência é única, por isso, não nos responsabilizamos pela euforia causada ali dentro.

QUANDO IR

No inverno (de maio a agosto), o clima é mais seco e as águas são mais frias. No entanto, é a época indicada para quem quer velejar, fazer trilhas e mergulhar em águas mais claras e sem termoclina.

Já o verão, entre dezembro e março, aproximadamente, os dias são mais quentes e com períodos de chuvas. As águas são mais quentes na superfície e com termoclinas mais acentuadas.

A média temporada ( de março a abril e de setembro a dezembro) é marcada por dias mais quentes es água frias.


COMO CHEGAR

No litoral sul do Rio de Janeiro, Angra dos Reis fica a 410 km de São Paulo e a 150 km da capital fluminense, aproximadamente.

De carro, de São Paulo, pega-se a Dutra, em direção a São José dos Campos e logo a Tamoios, via Caraguatatuba, passando por Ubatuba e Paraty. É possível também chegar ao sul do Rio de Janeiro, via Cunha, no interior de São Paulo, de onde se toma a cenográfica Cunha-Paraty.

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Uma alternativa, preferência dos motoristas de ônibus fretados, é seguir pela Dutra até Barra Mansa, no sul do Rio de Janeiro, e logo a RJ-155 até Angra dos Reis.

O embarque no Enterprise acontece na Marina do Engenho, a oito quilômetros do centro de Paraty.

SAIBA MAIS

Atlantis Enterprise

Liveaboard, a partir de R$ 1.900 e saídas de até dias, em Paraty e Ilha Grande. atlantisdivers.com.brCaptain Dive

Com origem na Ilha Grande e sede em Campinas, essa escola de mergulho oferece saídas para batismo e organiza viagens para mergulhadores em liveaboards no Brasil e  no exterior. captaindive.com.br

CONHEÇA ATRAÇÕES

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* O Viagem em Pauta viajou com o apoio da Captain Dive, da Pousada Maria Bonita e da Atlantis Divers

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