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Ele queria ter o presidente do Benfica. E Vieira foi à boleia num avião emprestado ao Faz Acontecer Talks

Logótipo de ECO.PT ECO.PT 13/06/2018 Mariana de Araújo Barbosa
Ele queria ter o presidente do Benfica. E Vieira foi à boleia num avião emprestado ao Faz Acontecer Talks © Swipe News, SA Ele queria ter o presidente do Benfica. E Vieira foi à boleia num avião emprestado ao Faz Acontecer Talks Tal como nas primeiras edições, as Faz Acontecer Talks esgotaram na edição de 2017. © Swipe News, SA Tal como nas primeiras edições, as Faz Acontecer Talks esgotaram na edição de 2017.

Numa ilha com 50 mil habitantes, André conseguiu ter 1% da população numa sala. Em vésperas da edição das Faz Acontecer Talks, o fundador da marca recupera algumas das histórias memoráveis do evento.

Na altura em que praticamente ninguém falava do assunto, na Terceira olhavam para o filho da terra de lado. Em época de crise, André queria fazer uma conferência de empreendedorismo na ilha. “Em tempo de dificuldade, ou choras ou vendes os lenços para as pessoas chorarem. E foi isso que eu fiz”, conta, em entrevista ao ECO. André Leonardo queria ajudar as “pessoas dele”. “Quando comecei a contar às pessoas, eu queria mesmo fazer uma coisa a sério: encher a maior sala da ilha, ter 600 pessoas a pagar bilhete. Diziam que eu era maluco”, recorda.

Ele queria ter o presidente do Benfica. E Vieira foi à boleia num avião emprestado ao Faz Acontecer Talks © Swipe News, SA Ele queria ter o presidente do Benfica. E Vieira foi à boleia num avião emprestado ao Faz Acontecer Talks

Escolheu os oradores que queria e começou a disparar. “Como cabeça de cartaz eu queria o presidente do Benfica”, assegura. Bem dito, bem feito. Aos 19 anos, traçou o plano para convencer Luís Filipe Vieira a ir à conferência. Mas como, se a conferência ainda nem existia?

“Estava na altura a estudar no ISCTE mas, aos primeiros contactos, perguntavam-me qual era a entidade organizadora do evento. Qual entidade? Era só eu!”. Enviou um email e esperou por resposta. Vinte e quatro horas depois, lembrou-se que vivia a apenas 700 metros do Estádio da Luz e pôs-se ao caminho para perguntar pessoalmente. Mal não fazia, pensou. Três semanas depois, tinha ido ao estádio todos os dias. Quanto a respostas, zero. “Havia sempre uma desculpa”. Em fevereiro, acabados os exames, imprimiu um convite formal a cores e quase acabou com a mesada. “Ao pé da estátua do Eusébio, descobri uma porta que dizia ‘escritório'”.

Long story short, nesse dia, André também não conseguiu falar com o presidente do Benfica e voltou para casa. Ao telefone com um dos oradores já confirmados, lembra-se de se queixar que não conseguia chegar a Luís Filipe Vieira. “Não consegues falar com o Luís? Vou ligar. Ok, ele vai à conferência”. Foi nessa altura, garante André, que percebeu “o poder do networking“.

Dois meses depois, e com os 600 bilhetes disponíveis vendidos em 15 dias, André recebeu uma chamada: o presidente do Benfica, cabeça de cartaz do evento, teria de ir e voltar no mesmo dia. E André não tinha como fazer com que isso acontecesse. “Sentei-me perto de um dos outdoors que tínhamos feito para o evento de lágrimas nos olhos, a pensar na minha vida. E o telefone tocou outra vez. Era o tal empresário. Disse-me: ‘Quando vejo malta que se esforça… não sei como juntaste patrocinadores, oradores, não sei como fizeste mas vou-te dar a mão. Tenho um avião privado e dou boleia ao presidente do Benfica'”, conta André.

Foi a 9 de abril de 2011 que decorreu nos Açores a primeira edição da conferência Faz Acontecer, primeira conferência de empreendedorismo. E Luís Filipe Vieira chegou e voltou ao continente de boleia num avião privado, como planeado. Anos depois — e depois de edições em 2012, 2017 e, agora, 2018 — a conferência transformou-se este ano na Faz Acontecer Talks.

“Aqui, és tu para todos. Os oradores não vão debitar matéria mas contar as suas histórias. E, mais de 1% da ilha junta-se para falar sobre empreendedorismo. (…) Fico triste quando as pessoas dizem que tenho sorte porque a sorte dá muito trabalho”, analisa André.

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Quanto a planos para o futuro, o fazedor quer fazer o projeto crescer mas não na lógica de quantidade, antes de qualidade. “Gostava muito, não de replicar mas de abrir mais ao exterior. Trazer mais pessoas à ilha e mostrar os Açores a quem vem de fora de maneira a deixar alguma coisa na comunidade”, explica. Certo é que, para a edição deste ano, o evento tornou-se de referência e está prestes a esgotar o número de bilhetes. Tal e qual da primeira vez.

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