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Porque é que Seferovic não foi titular? “Vou contar-lhe uma história”, disse Lage

Logótipo de Tribuna Tribuna 08/11/2019 Tribuna Expresso

Em conferência de imprensa para lançar o jogo de sábado, contra o Santa Clara, nos Açores, o treinador do Benfica justificou o onze que escolheu para defrontar o Lyon, na liga dos Campeões

© Rafael Marchante

As escolhas

“Pizzi só não jogou o último jogo na Liga dos Campeões, André Almeida também. Contra o Lyon, na Luz, como vencemos, não se levantou essa questão. Já o Seferovic não jogar... O Vinicius tinha feito dois golos nos jogos anteriores, portanto, são opções que passam por mim. Agora, fechámos o jogo da Liga dos Campeões e seguimos. Temos de perceber o que aconteceu, fazer a análise do que é a avaliação de cada um dos jogadores e depois escolher o melhor onze para cada momento.”

A história

“Deixe-me contar uma história: tenho 43 anos, terminei o curso há 23 anos. Há 23 anos, entre quinze a vinte colegas, todos foram dar aulas e eu não fui, porque tentei investir no meu futuro como treinador. Muitos diziam-me: ‘Ah, vais ganhar 100 ou 200 euros enquanto nós €1.200 ou 1.400’. Fui atrás desse sonho e, passados alguns anos, cheguei ao Benfica, com 27 anos. Aos trinta, treinava os juniores, treinei iniciados, juvenis... A determinada altura pensei que precisava de um projeto e aqui diziam-me que ninguém sai do Benfica. E, então, eu estive no Dubai, acompanhei o [Carlos] Carvalhal [em Inglaterra], voltei à equipa B... Toda a gente também me dizia que estava a deixar a Premier League para disputar a segunda Liga. Pensei pela minha cabeça. Independentemente do que me possam dizer, são 20 anos a pensar pela minha cabeça. E aquele miúdo que saiu como adjunto do Vitória de Setúbal, a ganhar 100 euros, agora está aqui a treinar a equipa A.. Um dia, quero olhar para trás e perceber o percurso que fiz, sempre a pensar pela minha cabeça”.

A formação

“Se a cada desaire tivermos de mudar o nosso rumo, não temos estratégia. A seguir a uma derrota podemos fazer outro tipo de análises, mas lembro-me que há anos dizia-se que era impossível vencer um campeonato tendo como base uma equipa vinda da formação. Nós provámos que isso era possível. O passo seguinte é termos a capacidade de fazer uma participação nas competições europeias à dimensão do clube seguindo uma filosofia e uma estratégia. Se o Benfica tivesse tido capacidade de segurar todos os melhores jogadores que temos tido... Nos próximos oitavos-de-final da Liga dos Campeões estarão presentes seis jogadores daqui. Imagine nós, com uma situação financeira estável, conseguirmos segurar esses jogadores?”


Veja também: Acabaram-se as queixas: Benfica vai substituir (novamente) o relvado da Luz (Tribuna)

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