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«Ronaldo? Encostei-me ao banco e parecia que tinha caído ali um óvni»

Logótipo de MaisFutebol MaisFutebol 08/11/2019 Redação Maisfutebol
«Ronaldo? Encostei-me ao banco e parecia que tinha caído ali um óvni» © Maisfutebol «Ronaldo? Encostei-me ao banco e parecia que tinha caído ali um óvni»

O líder do departamento de prospeção do Sporting, Aurélio Pereira, recordou a chegada de Cristiano Ronaldo ao Sporting de forma especial, como «um óvni» que tinha caído na escola de formação do clube verde e branco, nos infantis.

«Não vi o primeiro treino, mas os técnicos disseram-me que o miúdo era muito bom jogador. No dia seguinte, encostei-me ao banco de suplentes e parecia que tinha caído ali um óvni, pela maneira desembaraçada como jogava, com uma técnica individual incrível. Não foi preciso ser engenheiro para perceber que era de outro nível», afirmou Aurélio Pereira, hoje com 72 anos, à agência Lusa.

Aurélio Pereira descobriu Ronaldo em 1997, no Nacional da Madeira, com a ajuda do presidente do núcleo do Sporting da região insular, João Marques de Freitas. Isto após CR7 ter despontado para o futebol aos oito anos, no Andorinha.

«Foi uma situação um bocado chata. O Nacional devia 25 mil euros ao Sporting e como ele não tinha dinheiro para pagar a transferência, avisou-me que havia alguém com potencial para ser um jogador fantástico. Face à amizade que nos une, sugeri que pudesse estar connosco», lembrou.

Cerca de 22 anos depois de chegar ao Sporting, 17 após a estreia pela equipa principal dos leões, Ronaldo está prestes a cumprir o jogo mil da carreira de futebolista, algo que pode acontecer este domingo, na receção da Juventus ao Milan, em jogo da 12.ª jornada da liga italiana.

«A capacidade mental ainda hoje é a marca dele, mas muito mais no passado. Eu estava habituado a receber jogadores das ilhas que ao fim de duas horas já estavam com a mala feita para voltar. Com ele foi diferente», observou o «Senhor Formação», como também é conhecido e que mantém «contacto quase semanal» com Ronaldo, como indicou a homenagem antes do Portugal-Luxemburgo, jogado a 11 de outubro, de qualificação para o Europeu de 2020, em Alvalade.

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«É um miúdo com paixão pelo treino, pelo jogo e pela profissão. Se tiver esses três níveis, com certeza só vai parar no céu», afirmou Aurélio Pereira, convicto de que o madeirense, que também se notabilizou no Real Madrid e Manchester United, «vai demorar muito tempo a sair da competição».

A mesma opinião tem o romeno László Bölöni, treinador que integrou Ronaldo nos trabalhos da equipa principal do Sporting, na época 2001/2002.

«Estou esperançado que ele se mantenha neste nível, porque tem um poder mental forte. Com essa característica, consegue fazer tudo e certamente vai continuar a aparecer nos jogos grandes», afirmou, sobre o português de 35 anos, lembrando a então promessa de apenas 16 anos, que evoluiu na maturidade e no compromisso, enquanto repartia a competição entre os juvenis e os juniores dos leões. «O Ronaldo era fantástico física e tecnicamente e já cuidava da sua famosa mentalidade», sublinhou.

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Já Luiz Felipe Scolari, que lançou Ronaldo à primeira internacionalização na seleção nacional, a 20 de agosto de 2003 num particular ante o Cazaquistão (vitória por 1-0), lembrou as ambições e também preocupações que Ronaldo foi deixando aos olhos dos responsáveis técnicos.

«O descanso dele era com uma bola e ficávamos preocupados porque podia lesionar-se. A nossa grande luta com o Ronaldo era para que não tivesse aquela ideia de estar em campo a toda a hora e pudesse durar mais como atleta profissional», afirmou, à Lusa, lembrando também o profissionalismo, exemplificado com a vontade de Ronaldo jogar contra a Rússia em 2005, quando estava de luto pela morte do pai.

«Pensou na seleção e disse-me que ia voltar no momento certo. Naturalmente, ficou demasiado triste, mas enfrentou aquela situação jogando muito bem. Ele não é apenas um dos maiores atletas do mundo, mas uma pessoa maravilhosa fora de campo, com atitudes que muitas vezes não são vistas ou divulgadas porque ele não quer, mas que fazem muitas pessoas felizes», salientou Scolari, que transmitira a notícia do falecimento do pai de Ronaldo.

Os 999 jogos da carreira principal de Ronaldo, por seleção/clube (golos):

  • Sporting: 31 jogos (5 golos)
  • Sporting B: 2 jogos (0 golos)
  • Manchester United: 292 jogos (118 golos)
  • Real Madrid: 438 jogos (451 golos)
  • Juventus: 56 jogos (34 golos)
  • Seleção A: 162 jogos (95 golos)
  • Seleção olímpica: 3 jogos (2 golos)
  • Seleção sub-21: 10 jogos (3 golos)
  • Seleção sub-20: 5 jogos (1 golo)
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