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Árbitro inglês gay entra para a história

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/08/2017 Alcides Freire

Assumiu publicamente a orientação sexual, tornando-se no primeiro a fazê-lo no futebol em Inglaterra, e recebeu apoio da Federação.

Ryan Atkin, 32 anos, entrou ontem para a história do futebol inglês ao assumir publicamente a homossexualidade, sendo o primeiro árbitro a fazê-lo em Inglaterra. "Ser-se gay não é incompatível com gostar-se de futebol", frisou Atkin, habitualmente designado como árbitro assistente em jogos da II divisão inglesa, funções que manterá este ano, assim como a de quarto árbitro, em todos os escalões do futebol profissional abaixo da Premier League.

Neale Barry, responsável de arbitragem da Federação inglesa, congratulou-se com o anúncio, considerando-o um marco capaz de abrir caminho a que o tema passe a ser encarado com naturalidade. "A declaração do Ryan é um momento importante. Ele acredita que as pessoas que são felizes com a sua identidade têm desempenhos melhores e não poderia estar mais de acordo", vincou Barry. "A nossa função é apoiar os árbitros, ajudá-los a evoluir, maximizando o potencial e garantindo-lhes experiências positivas", acrescentou.

citacaoRyan Atkin é o primeiro árbitro de futebol abertamente gay em Inglaterra

© The Fa

Atkin sabe que passará a ter atenções extra daqui em diante, lembra que, por norma, os árbitros já costumam ser um alvo incontornável, mas quer, sobretudo, contribuir para acabar com a "homofobia" no desporto. "Ainda existe, mas as coisas têm vindo a melhorar. Temos de começar por uma mudança de mentalidades. Nunca fui vítima de atitudes homofóbicas, mas tenho consciência de que outros o foram. Sei que agora o maior desafio que enfrentarei será o da homofobia, que pode partir dos jogadores, do público e até de outros árbitros, mas até ao momento só tenho encontrado gente de mente aberta", contou à "Sky Sports".

O futebol inglês, Premier League incluída, tem vindo de há uns tempos para cá a desenvolver várias campanhas de encorajamento para que jogadores, treinadores e outros agentes da modalidade assumam sem reservas a opção sexual, mas, até agora, apenas Atkin quis dar esse passo.

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