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Óbito/Liu Xiaobo: EUA recordam ativista como alguém que lutou pelos ideais da humanidade

Logótipo de O Jogo O Jogo 13/07/2017 Administrator

O chefe da diplomacia norte-americana recordou o dissidente chinês Liu Xiaobo, que morreu hoje aos 61 anos, como alguém que dedicou a vida à procura da justiça e da liberdade, mas também de um ideal de humanidade.

"Liu Xiaobo dedicou a sua vida ao melhoramento do seu país e da humanidade, e à procura da justiça e da liberdade", referiu o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, num comunicado, divulgado poucas horas depois do anúncio da morte do dissidente chinês e Nobel da Paz.

Liu Xiaobo, primeiro chinês a ser distinguido com o Nobel da Paz, morreu hoje num hospital de Shenyang, nordeste da China, vítima de cancro do fígado.

O dissidente, que cumpria há mais de oito anos uma pena de 11 por "subversão", foi libertado condicionalmente no final de maio da prisão, dias depois de lhe ter sido diagnosticado o cancro em fase terminal, e transferido para o hospital.

No mesmo comunicado, o secretário de Estado dos Estados Unidos exortou as autoridades chinesas a libertarem a mulher do dissidente, Liu Xia, colocada em prisão domiciliária pouco tempo depois de Liu Xiaobo ter sido distinguido em 2010 com o Nobel da Paz.

Até à data, Liu Xia não foi acusada de nenhum crime.

"Exorto o governo chinês a libertar Liu Xia da prisão domiciliária e a permitir que ela possa sair da China, de acordo com o seu desejo", referiu o representante dos Estados Unidos.

Ainda sobre a "trágica morte" de Liu Xiaobo, o secretário de Estado norte-americano frisou que, ao lutar pela liberdade, igualdade e o direito constitucional na China, o dissidente "incorporou o espírito humano que o Prémio Nobel distingue".

"Na sua morte, ele apenas reafirmou a escolha do Comité Nobel", concluiu.

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