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Óbito/Medina Carreira: 'Charmain' da CGD destaca a ação pedagógica e utilidade das intervenções do fiscalista

Logótipo de O Jogo O Jogo 04/07/2017 Administrator

O 'charmain' da Caixa Geral Depósitos, Emílio Rui Vilar, afirmou hoje à agência Lusa que o fiscalista Henrique Medina Carreira tinha uma ação pedagógica, destacando ainda a utilidade das suas intervenções, apesar do pessimismo.

"O doutor Medina Carreira ajudava, com algum pessimismo e com um espírito crítico muito sublinhado, a chamar a atenção para problemas que o país tem que enfrentar coletivamente que são tanto responsabilidades dos governos como responsabilidade da sociedade. Por isso, ele tinha uma ação pedagógica, que era útil e certamente poderia gerar controvérsia, mas só as pessoas inteligentes é que geram controvérsia", declarou à agência Lusa.

Emílio Rui Vilar lamentou a morte de Henrique Medina Carreira, lembrando o tempo em que foi seu colega no I Governo Constitucional, há 41 anos: "Foi um tempo muito entusiasmante e muito difícil ao mesmo tempo. O país tinha passado dois anos de grande turbulência cívica, política e económica e o I Governo Constitucional tinha como missão reerguer o país sob a liderança do doutor Mário Soares", lembrou.

O 'chairman' da CGD adiantou que Medina Carreira tinha a "enorme responsabilidade da pasta das Finanças em que colocou toda a sua inteligência e energia, num período em que o país atravessava a pressão do défice da balança de pagamentos".

Segundo recordou Rui Vilar, a tarefa de Medina Carreira era "extremamente exigente e difícil".

"Ele era uma pessoa rigorosa. Toda a vida colocou o rigor na primeira linha, como tivemos ocasião de ver nas suas intervenções televisivas e durante todo aquele tempo do I Governo Constitucional. Lutou para que não fosse necessária uma intervenção do Fundo Monetário Internacional, o que infelizmente veio a ser necessária, mas só ocorreu no II Governo. Por isso, recordo com amizade e estima a memória do Dr. Medina Carreira", acrescentou o ?charmain' da CGD.

Henrique Medina Carreira, de 86 anos, morreu na segunda-feira num hospital em Lisboa, onde estava internado há cerca de um mês.

Nascido em Bissau em 14 de janeiro de 1931, Henrique Medina Carreira era nos últimos anos uma das vozes mais acutilantes em relação às opções políticas e em particular à estratégia financeira do país, que governou no I Governo Constitucional.

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