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Óbito/Simone Veil: Parlamento português aprova dois votos de pesar

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/07/2017 Administrator

O parlamento aprovou hoje votos de pesar, do PS e do PSD, pela morte de Simone Veil, autora da lei de legalização da interrupção voluntária da gravidez em França e primeira presidente do Parlamento Europeu.

Os dois votos de pesar foram aprovados por unanimidade, os deputados bateram palmas de pé.

No seu texto, os socialistas assinalam que Simone Veil foi uma "estadista marcante da concretização dos direitos das mulheres e da construção europeia", com um "percurso singular" e uma "extraordinária coragem".

O PSD assinala que Simone Veil "consumou na sua experiência de vida e no seu exemplo o triunfo da humanidade contra a barbárie, da razão contra os piores instintos, da nobreza contra o aviltamento", numa referência ao nazismo.

A antiga ministra Simone Veil, autora da lei de legalização da interrupção voluntária da gravidez em França e primeira presidente do Parlamento Europeu, morreu a 30 de junho.

Figura maior da vida política francesa, académica, Simone Veil escapou aos campos da morte durante a II Guerra Mundial, para onde foi deportada com 16 anos, e encarnava, para os franceses, a memória do holocausto judeu.

Curadora da Fundação Champalimaud, feminista inflexível, com fortes convicções morais e republicanas, Simone Veil foi a primeira mulher a assumir as funções de ministra de Estado em França, assim como foi a primeira mulher a presidir ao Parlamento Europeu.

Simone Veil nasceu em 13 de julho de 1927 em Nice, sudeste de França, no seio de uma família judia e laica. Toda a sua família foi deportada em 1944 para campos de concentração: o seu pai e o seu irmão, Jean, para a Lituânia, uma das irmãs foi mandada para Ravensbruck, e ela, a sua mãe e uma segunda irmã foram deportadas para Auschwitz. Apenas as três irmãs sobreviveram.

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