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90 anos de Volta sem Torre, mas com Alentejo: começa a corrida ao trono de Rui Vinhas

Logótipo de O Jogo O Jogo 02/08/2017 Hugo Monteiro

A prova regressa ao Alentejo quase dez anos depois, sem passar pela icónica torre da Serra da Estrela.

A Volta a Portugal em bicicleta celebra o seu 90.º aniversário com a ausência da sua rainha, a Torre, que foi novamente esquecida no acidentado percurso, que vai ligar Lisboa a Viseu, entre 4 e 15 de agosto.

Nem tudo são ausências nos 1.626,9 quilómetros do trajeto da 79.ª edição, mas é nelas que os olhos se centram quando calcorreiam o mapa do país, que será cruzado por um pelotão de 18 modestas equipas, no pico do verão nacional.

É certo que a caravana vai voltar a mergulhar, depois de quase uma década de ausência, no Alentejo profundo, e que o palco da consagração foi deslocado da mais comedida capital para a sempre calorosa cidade de Viseu, e que até há 30 prémios de montanha a testar as pernas dos candidatos e um contrarrelógio mais curto, incapaz de fazer diferenças tão pronunciadas no último dia, mas é, outra vez, a inexistência de uma meta na Torre, no topo da Serra da Estrela, o que mais se destaca nesta viagem de celebração da prova que nasceu em 1927.

Após três anos consecutivos a receber o final da competição, Lisboa, que se engalana esta quinta-feira para a apresentação, vai assistir à Grande Partida, com o prólogo do primeiro dia a percorrer 5,4 quilómetros espraiados junto ao Rio Tejo, entre a Avenida da Índia e a Praça do Império.

No sábado, o pelotão ruma a Vila Franca de Xira, de onde vai sair para atravessar oito municípios ribatejanos e cumprir 203 quilómetros até Setúbal, numa jornada maioritariamente plana, interrompida bruscamente pela desnivelada Serra da Arrábida.

Num domingo que se antevê quente, os bravos do asfalto terão as altas temperaturas como principal adversário na longa tirada de 214,7 quilómetros, que une Reguengos de Monsaraz a Castelo Branco e que marca o regresso do muito reclamado do Alentejo profundo ao percurso da prova rainha do calendário velocipédico nacional, depois de oito anos de ausência.

© Artur Machado/Global Imagens

A terceira etapa vai prolongar a incursão no interior do país, com a ligação de 162,1 quilómetros entre Figueira de Castelo Rodrigo e Bragança a propor um percurso extremamente sinuoso, que terá no calor e na travessia da Serra de Bornes os principais obstáculos.

E é ao quinto dia, numa terça-feira, 8 de agosto, que chega o momento mais esperado pelos amantes da modalidade: na ausência de uma chegada à Torre, é a Senhora da Graça a tomar-lhe o relevo, aparecendo esplendorosa e árida no seu topo, depois de 152,7 quilómetros a pedalar desde Macedo de Cavaleiros.

Ainda mal refeitos da exigente quarta etapa, os candidatos terão novo teste, no final dos 179,6 quilómetros desde Boticas, com o Santuário de Santa Luzia, em Viana do Castelo, a ser um tradicional palco de escaramuças entre os homens da geral.

Na véspera do dia de descanso, o pelotão vai ver culminada a sequência de tiradas complicadas, com o carrossel de 182,7 quilómetros entre Braga e Fafe a manter o famoso troço de terra do Rali de Portugal, o Salto da Pedra Sentada, que tanto deu que falar na edição passada, e a inovar, com a inclusão do difícil Monte do Viso, uma contagem de montanha de primeira categoria, situada a cerca de 50 quilómetros da meta.

Depois do único dia de descanso da 79.ª edição, os resistentes retomam a marcha em Lousada, rumando na direção de Santo Tirso, mais precisamente da Senhora da Assunção, duro ponto final de uma travessia de 161,9 quilómetros.

Com a discussão pela geral a entrar na fase fulcral, a oitava etapa servirá como balão de oxigénio para os favoritos, com a ligação de 159,8 quilómetros entre Gondomar e Oliveira de Azeméis a terminar numa longa reta da meta com alguma inclinação.

Para o penúltimo dia ficou reservada a etapa rainha: apesar de ausente como meta, a Torre, ponto mais alto de Portugal continental e única contagem de categoria especial do percurso, terá uma palavra a dizer nos penosos 184,1 quilómetros entre Lousã e a Guarda, que contemplam seis contagens de montanha.

Mas só a 15 de agosto, depois do contrarrelógio de 20,3 quilómetros, percorrido no coração e nas rotundas de Viseu, é que será conhecido o sucessor definitivo do português Rui Vinhas (W52-FC Porto) no palmarés de vencedores da Grandíssima.

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