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Açores iniciam em 2018 trabalhos para disponibilizar inventário do património imóvel

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/10/2017 Administrator

O Governo dos Açores vai iniciar em 2018 os trabalhos para disponibilizar na Internet o inventário do património imóvel do arquipélago, anunciou hoje o diretor regional da Cultura.

"Temos vindo a desenvolver algumas reuniões com o Instituto Açoriano de Cultura (IAC) que concluiu um levantamento nos 19 concelhos açorianos", disse Nuno Lopes em declarações à agência Lusa, acrescentando que será estabelecido um calendário "em função das capacidades financeiras e humanas" daquela entidade.

O IAC realizou entre 2005 e 2010 um levantamento do património imóvel dos Açores, tendo em conta aspetos arquitetónicos, urbanos e paisagísticos e com valor significado social e cultural, o que permitiu inventariar 2.503 espaços, incluindo imóveis de interesse municipal, de habitação e fins religiosos, entre outros.

Nuno Lopes sublinhou que esta recolha tem "um valor informativo e histórico, mas em termos legais não tem valor ao nível de proteção patrimonial", esclarecendo que a informação obtida naquele levantamento será aproveitada para o inventário agora a realizar-se e cujos trabalhos vão prolongar-se por mais do que um ano.

"Mas será necessário voltar a todas as ilhas, até porque alguns destes imóveis e dos bens que estavam apontados na anterior recolha já não existem", explicou, adiantando que à medida que os trabalhos forem concluídos por concelho ou por ilha serão automaticamente colocados 'online'.

O diretor regional da Cultura sublinhou, por outro lado, a mais-valia do projeto, que permite dar a conhecer à população "valores identitários ao nível do património imóvel" e estabelecer ainda "uma relação de entendimento formal entre o Governo Regional e o proprietário das edificações".

O diretor do Instituto Açoriano de Cultura, Carlos Bessa, adiantou à Lusa que os dados recolhidos no primeiro levantamento estão disponíveis na Internet, além de ter permitido a publicação de 16 publicações com fichas e fotografias dos imóveis identificadas em vários concelhos.

Em falta estão volumes dos concelhos da Lagoa, Vila Franca do Campo e Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, e outros dois de Angra do Heroísmo, na Terceira.

Carlos Bessa sublinhou que o levantamento permitiu identificar diferentes tipos de edificado, desde mosteiros, conventos, palácios, adegas, fortificações, atafonas, aquedutos, pontes ou miradouros, construções dos séculos XV a XX.

"O levantamento foi muito abrangente e incluiu, também, alguns vestígios arqueológicos. Há ainda casas de campo com diferenças de ilha para ilha, nomeadamente ao nível do tipo de chaminés e moinhos. Há um conjunto vastíssimo de estilos, de materiais de construção e de implantações nos diferentes espaços", explicou.

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