Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

A explicação das comissões altas pagas pelo Vitória de Guimarães

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/04/2017 Alcides Freire

A maior fatia do bolo foi "comida" pelas transferências de Dalbert e Cafú, porque a SAD só tinha, nos dois casos, metade dos direitos. A percentagem do passe foi contabilizada como comissão

. © Miguel Pereira/Global Imagens .

O Vitória foi o quarto grande nas comissões pagas a empresários, segundo a lista divulgada anteontem pela Federação Portuguesa de Futebol, causando surpresa que o valor tenha atingido mais de 2,8 milhões de euros. A explicação, segundo fonte da SAD, tem a ver com a nova modalidade de negócio seguida por muitos clubes depois do fim das TPO (Third Party Ownership), ou seja, a proibição da participação de terceiros nas receitas obtidas com os direitos económicos nas transferências de jogadores. Para contornar isso, ainda que vá dar ao mesmo, os empresários ganham em comissões, na altura das transferências, o equivalente à fatia dos passes acertada com os clubes.

Por exemplo, se um clube vende um jogador por um milhão de euros, mas só tem direito a metade devido a uma dessas parcerias com empresários, transforma depois os outros 500 mil euros da receita em comissões. O mesmo se passa com jogadores que são anunciados a custo zero, mas que podem envolver um pagamento a terceiros, contabilizado também como comissão.

Os altos montantes atribuídos ao Vitória devem-se a essas parcerias negociais do clube, no que respeita a passes de jogadores. Os 2,8 milhões de euros pagos pelo Vitória a intermediários, segundo a explicação da mesma fonte, referem-se a 12 negócios compreendidos entre o dia 1 de abril de 2016 a 31 de março de 2017, entre compras, vendas e também renovações de contrato (ver lista completa ao lado). As transferências de Cafú e Dalbert, realizadas cada uma por verbas a rondar os dois milhões, "comeram" uma grande fatia desse bolo, porque o Vitória só tinha, nos dois casos, direito a metade do valor embolsado. Já no caso de João Pedro, igualmente transferido por perto de dois milhões de euros, a SAD só teve de pagar a comissão de lei ao empresário, num máximo de dez por cento do valor da transação. Também no caso da contratação de Rafael Martins, o clube minhoto gastou dinheiro em comissão, mesmo que a ligação ao Levante tenha terminado, porque teve de negociar com o Audax, do Brasil, clube a que o jogador estava ligado.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon