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A oitava medalha chega na "segunda vida" de Nelson Évora

Logótipo de O Jogo O Jogo 10/08/2017 Alcides Freire

Agora treinado pelo cubano Ivan Pedroso, Nelson fecha uma época de sonho,

Nelson Évora está mais uma vez entre os grandes do triplo salto, com o bronze hoje conquistado nos Campeonatos do Mundo de atletismo de Londres, quarta medalha a este nível para o seu impressionante palmarés.

Aos 33 anos, e com uma resiliência impressionante, que o levou a recuperar de lesões muito graves, o campeão de Osaca'2017 permanece entre os maiores e fecha o pódio, atrás dos norte-americanos Christian Taylor e Will Claye.

Agora treinado pelo cubano Ivan Pedroso, Nelson fecha uma época de sonho, em que já foi campeão europeu de pista coberta, então com 17,20 metros, apenas mais um centímetro do que fez hoje.

O pódio esteve na prática inacessível, já que Taylor e Claye se instalaram nos dois primeiros lugares, bem cedo, com marcas finais de 17,68 e 17,63, respeticamente. Raramente Évora conseguiu isso, e nunca depois do hiato na carreira, por lesão e cirurgias, em 2011 e 2012.

O português abriu o concurso bem, com 17,02 metros, o que lhe dava o quarto lugar na primeira ronda. Depois, melhorou para segundo, com 17,19, e o pódio não se alterou mais, até final.

Nelson faria ainda 16,58, dois nulos e finalmente 16,01, já com o bronze assegurado.

. © Fornecido por O jogo .

Com os norte-americanos a outro nível, Évora acabou por se destacar por muito pouco de um pelotão bastante equilibrado, já que três saltadores chegaram aos 17,16 metros - Cristian Nápoles, de Cuba, Alexis Copello, de Cuba, e Chris Bernard, dos Estados Unidos - e mais um aos 17,13, Andy Diaz, de Cuba.

Para o português, que este ano completou 33 anos, o palmarés chega às oito medalhas em grandes competições.

Em Mundiais, surpreendeu todos em Osaca'2007, com o título. Seria depois prata volvidos dois anos e bronze em 2015 e 2017. Logo a seguir a Osaca, foi campeão olímpico em Pequim'2008.

A estes sucessos junta o ouro dos dois últimos europeus indoor, a que acresce o terceiro posto no Mundial de pista coberta de 2008. Tem ainda mais sete lugares de top-8 a este nível, só como sénior.

A sua carreira sofreu uma fase de quase apagamento entre 2010 e 2012, com várias lesões, uma das quais bem grave (fratura da tíbia) e cirurgias, mas conseguiu superar isso e ressurgir a um nível de novo excecional, numa espécie de 'segunda carreira', que já assumiu pretender prolongar por mais alguns anos.

Desde o início desta época que Nelson deu uma volta na sua carreira e deixou o treinador de sempre, João Ganço, pelo cubano Ivan Pedroso, recordista mundial do comprimento, que tem um grupo de treino em Madrid. Pedroso saiu-se bastante bem destes Mundiais, já que além de Nelson também orienta a venezuelana Yulimar Rojas, a campeã do triplo feminino.

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