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A tática certa conduziu Terpstra à vitória na Paris-Roubaix

Logótipo de LusaLusa 13/04/2014 Lusa

Quinto em 2012 e terceiro no ano passado, Terpstra saltou hoje mais duas posições e, aos 29 anos, confirmou a sua apetência pela prova francesa na sua sétima presença, entrando sozinho no velódromo de Roubaix, para concluir os 257 quilómetros em 6:09.01 horas, com 20 segundos de avanço sobre o restrito grupo de perseguidores.

O alemão John Degenkolb (Giant) encabeçou o "grupeto" e o suíço Fabian Cancellara (Trek), vencedor de três edições, incluindo a do ano passado, teve de se contentar com o terceiro lugar, enquanto o belga Tom Boonen (Omega Pharma) fechou o "top-10" e, com 33 anos, pode ter adiado em definitivo o seu quinto triunfo na prova, o que constituiria um recorde.

NICOLAS BOUVY/EPA © 2014 NICOLAS BOUVY/EPA

No entanto, a sua presença no grupo principal, juntamente com a do checo Zdenek Stybar, deu uma grande vantagem estratégica à Omega Pharma e teve uma importância determinante no desfecho, já que nenhum adversário acreditou no ataque decisivo de Terpstra a seis quilómetros do final.

"Wilfried Peeters (diretor desportivo) disse para atacar. Era a tática certa, mesmo tendo Boonen no grupo. No auricular, não percebia as diferenças que me dava Wilfried. Mas só acreditei na vitória na última curva. Não tive furos, nem quedas. Foi o meu dia de sorte", afirmou Terpstra no final.

Antes, sob um clima benévolo para os corredores, Boonen animou a última hora e meia da 112.ª edição da Paris-Roubaix, atacando em Beuvry-la-Forêt, num dos 28 troços de empedrado, a mais de 60 quilómetros do final, para se juntar a um trio que seguia na frente.

O homem de Antuérpia, que antes terá sofrido o primeiro furo em 14 participações nesta prova, incitou os companheiros de fuga a colaborar para alargar fosso face ao grupo de Cancellara, mas a diferença não excedeu os 50 segundos e a junção aconteceu a cerca de 20 quilómetros da meta, antes do último setor difícil de "pavé" (Arbre).

O eslovaco Peter Sagan (Cannondale) tentou a sua sorte, mas rapidamente foi alcançado por Cancellara, Degenkolb, Stybar e pelo belga Sep Vanmarcke, segundo em 2013. A menos de nove quilómetros, juntaram-se também Boonen e Terpstra e o vencedor da Volta a França de 2012, o britânico Bradley Wiggins (Sky), nono à chegada, além de Geraint Thomas (Sky) e Sebastian Langeveld (Garmin).

Mas a seis quilómetros da meta, Terpstra arrancou sem oposição. Com vento frontal e sozinho, Cancellara não assumiu a perseguição, e os finalizadores mais rápidos, como Dagenkolb ou Sagan, não se mexeram, consentindo a quarta vitória da temporada ao holandês, após uma etapa e a geral da Volta ao Qatar e a Dwars door Vlaanderen.

Com 199 corredores à partida, o "Inferno do Norte" fez, como sempre, as suas vítimas, provocando inúmeros furos e várias quedas, nomeadamente uma de Cancellara sem consequências graves, e levou 55 ciclistas a abandonar.

PA // VR

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