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Abdallah da Jordânia faz rara visita ao presidente da Autoridade Palestiniana

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/08/2017 Administrator

O rei Abdallah II da Jordânia iniciou hoje a sua primeira visita em cinco anos ao presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, em Ramallah, na Cisjordânia ocupada.

Abbas foi receber Abdallah II à sua chegada de helicóptero ao complexo do governo palestiniano, a apenas 40 minutos de distância do gabinete do primeiro-ministro israelita em Jerusalém.

A deslocação do rei jordano ocorre num contexto de tensões com Israel, menos de duas semanas depois de confrontos entre palestinianos e forças de segurança israelitas acerca do sensível tema dos lugares sagrados, no caso a Esplanada das Mesquitas, o Monte do Templo para os judeus e o Nobre Santuário para os muçulmanos.

Apoiante dos palestinianos, mas um dos dois únicos países árabes, com o Egito, a ter feito a paz com Israel, a Jordânia é o guardião histórico da Esplanada das Mesquitas em Jerusalém Oriental, o terceiro local sagrado do islão.

A tensão provocada pela crise sobre o local foi acentuada entre a Jordânia e Israel por um incidente ocorrido a 23 de julho junto à embaixada israelita em Amã, onde um agente de segurança israelita matou dois jordanos, depois de um deles o ter atacado.

A violência desvaneceu-se em Jerusalém quando o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, recuou na instalação de detetores de metais junto à Esplanada das Mesquitas.

Entretanto o guarda israelita tinha sido libertado pelos jordanos e Israel disse que investigaria o tiroteio junto à embaixada a pedido da Jordânia.

A libertação do guarda inflamou a opinião pública jordana, sobretudo por o atirador ter sido recebido como um herói por Netanyahu, o que o rei da Jordânia classificou de "provocador".

Cerca de metade da população jordana (9,5 milhões) é de origem palestiniana e desde o tiroteio na embaixada Abdallah II tomou várias medidas que parecem visar um apaziguamento da opinião pública do país.

Anunciou também que doará 1,4 milhões de dólares (1,1 milhões de euros) para a administração muçulmana do santuário, cujo muro ocidental é o principal local sagrado dos judeus, o Muro das Lamentações.

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