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Abertas assembleias de voto na Noruega para legislativas muito disputadas

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/09/2017 Administrator

As assembleias de voto abriram hoje em grande parte da Noruega para as legislativas, com sondagens a preverem uma votação muito disputadas para a coligação de direita no poder.

Cerca de 3,7 milhões de eleitores são chamados a eleger os 169 deputados que compõem o Storting (Parlamento) até às 21:00 (20:00 em Lisboa), hora a que encerram as urnas.

Dois quartos puderam votar no domingo, uma possibilidade que foi aproveitada pelo líder da oposição, o trabalhista Jonas Gahr Støre, enquanto pouco mais de um milhão de eleitores fizeram-no de forma antecipada, um número recorde.

As sondagens divulgadas nos últimos dias apontam colocam os dois blocos 'taco a taco', dando ligeira vantagem à direita, um cenário em que os indecisos e o papel dos pequenos partidos, que oscilam em torno da barreira mínima de 4%, podem ser decisivos.

Desde que assumiu funções, em 2013, o Governo de coligação entre conservadores e populistas liderado pela primeira-ministra Erna Solberg enfrentou uma série de crises.

Da crise migratória de 2015, com um número recorde de 31.000 pedidos de asilo, num país de 5,3 milhões de habitantes, à crise do preço do petróleo de 2014, que levou à maior queda de preços em 30 anos do recurso que é o motor da economia norueguesa.

O afluxo de refugiados à Europa reduziu-se consideravelmente desde então e o preço do petróleo voltou a subir, o que, aliado ao recurso ao fundo soberano da Noruega, permitiu o regresso da economia ao crescimento.

Segundo analistas, esta evolução privou a oposição de um ângulo forte de ataque ao Governo.

A questão da adesão à União Europeia, recusada pelos noruegueses em 1972 e em 1994, esteve completamente afastada da campanha, apesar de alguns partidos defenderem, na sequência do 'Brexit', uma renegociação dos laços com Bruxelas.

A Noruega pertence ao Espaço Económico Europeu (EEE) e tem acesso ao mercado comum, sujeitando-se em contrapartida à maioria das regulamentações europeias, em cuja definição não participa.

O duelo clássico entre o centro-direita e o centro-esquerda vai ser arbitrado pelos pequenos partidos.

Sem maioria no parlamento, o Governo cessante tem até agora contado com o apoio do partido democrata-cristão e com o partido liberal para aprovar as leis.

À esquerda, além dos trabalhistas, o partido centrista (agrário), a esquerda socialista e uma pequena formação marxista querem acabar com esse acordo.

Apenas o partido ecologista MDG se apresenta como independente e disposto a negociar com os dois blocos.

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