Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Academia de pesca junto ao deserto angolano quer receber 5.400 alunos em cinco anos

Logótipo de O Jogo O Jogo 17/07/2017 Administrator

A primeira instituição de ensino superior em Angola dedicada exclusivamente às pescas e ciências do mar, inaugurada hoje em Moçâmedes, junto ao deserto do Namibe, pelo vice-Presidente da República, Manuel Vicente, prevê acolher 5.400 alunos em cinco anos.

O anúncio foi feito pela coordenadora da comissão de gestão da Academia de Pescas e Ciências do Mar do Namibe, Carmen Van-Dúnem dos Santos, durante a inauguração do empreendimento, que se estende por 70 hectares e que nas duas primeiras fases representou um investimento de 111 milhões de dólares (96,8 milhões de euros).

"Vamos enquadra-los de uma forma paulatina, vamos fazer uma projeção de 'numerus clausus', de maneira a que possamos ter, daqui a cinco anos, a tal cifra de 5.400 alunos", explicou a responsável.

Inaugurada hoje - além do vice-Presidente angolano ainda na presença de uma dezena de ministros - esta academia é um projeto lançado há cerca de uma década com o apoio do Governo da Polónia, que disponibilizou 74 milhões de dólares (65 milhões de euros) do financiamento necessário às duas primeiras fases, já concluídas, bem como parte do corpo docente.

Localizada na cidade de Moçâmedes, capital da província do Namibe, no sul de Angola, funcionará com faculdades de Pesca, de Processamento de Pescado e de Exploração de Recursos Aquáticos, recebendo já desde maio 576 alunos, a frequentar o primeiro ano dos vários cursos.

O primeiro lar de acolhimento para alunos de todas as províncias, bem como de países vizinhos, com capacidade para 120 estudantes, abre portas em fevereiro, no início do próximo ano académico, enquanto o segundo só será construído na terceira fase, a fechar até 2019.

Para Carmen Van-Dúnem dos Santos, a primeira meta passa por receber uma centena de estudantes de países vizinhos, como Namíbia ou África do Sul, ou de língua portuguesa, entre outros, depois de a própria cidade de Moçâmedes criar condições para a avalancha de estudantes que se perspetiva para a pequena cidade pesqueira do sul de Angola.

Distribuída por cinco edifícios, a academia conta com 30 laboratórios totalmente equipados para investigação científica e capacidade para recriar em terra as aulas práticas a ministrar posteriormente, nomeadamente, no navio-escola que chegará durante a terceira fase da obra.

Angola tem uma linha de costa de 1.650 quilómetros e uma Zona Económica Exclusiva de 330.000 quilómetros quadrados, mas a economia do mar representa apenas cerca de 3% do Produto Interno Bruto do país.

"Há uma enorme variedade de recursos marinhos que podem ser adequadamente e devidamente aproveitados, se tivermos capacitação, formação e uma investigação científica aplicada ao desenvolvimento da economia azul", destacou a ministra das Pescas de Angola, Victória de Barros Neto.

A governante sublinhou que a terceira e última fase da obra da academia de Moçâmedes está pronta a avançar e vai igualmente contar com o apoio financeiro e conhecimento polaco, tal como as anteriores.

"A academia é um exemplo maior da boa cooperação entre os dois povos. Os nossos engenheiros trouxeram o seu melhor, a tecnologia de ponta, para os partilhar com os parceiros angolanos. Agora, entregam não só alguns prédios reluzentes, mas também o melhor equipamento que existe e, enfim, a sua sabedoria, a sua experiência de muitos anos", destacou, na cerimónia de hoje, o embaixador da Polónia acreditado em Angola, Piotr Josef Myhiwiec.

A Lusa noticiou em dezembro último que os polacos do Bank Gospodarstwa Krajowego (BGK) vão assegurar o financiar da terceira fase da obra, que envolve ainda a construção de um refeitório, um centro clínico, uma biblioteca e uma fábrica de processamento de caranguejo.

De acordo com informação de um despacho presidencial angolano a que a Lusa teve acesso, foi então aprovada a terceira fase do contrato de construção, equipamento, serviços e programa educacional da Academia de Pescas e Ciências do Mar do Namibe pelo valor máximo de 63.157.894 dólares (58,6 milhões de euros).

No mesmo despacho é autorizada a contratação da obra entre o Ministério das Pescas e as empresas polacas Navimor International e Ograniczona Odpowiedzialnoscia.

A cooperação internacional na investigação dos recursos marinhos é outra das prioridades na agenda da primeira academia das pescas de Angola.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon