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Academia do Sporting vai continuar a formar talentos para a equipa principal

Logótipo de LusaLusa 19/06/2017 António Oliveira
MIGUEL A. LOPES/LUSA © LUSA / MIGUEL A. LOPES MIGUEL A. LOPES/LUSA

Alcochete, Setúbal, 19 jun (Lusa) - O diretor da Academia do Sporting, Virgílio Lopes, afirmou à Lusa que a formação vai continuar a criar talentos para a equipa principal do clube, explicando que os futebolistas formados nos ‘leões' têm "qualquer coisa de especial".

"O objetivo final e palpável do trabalho que se faz aqui, são os jogadores que chegam à equipa profissional. Numa primeira etapa à equipa B, que é um primeiro patamar profissional, e depois à equipa A. Trabalhamos para ter jogadores com qualidade e competência para jogar na equipa principal e temo-lo feito, existem anos em que sobem mais e outros menos, mas a média é de três por época", disse Virgílio Lopes, em declarações à Lusa.

Numa altura em que a Academia em Alcochete, que foi a casa da seleção portuguesa no Europeu de 2004 disputado em Portugal, vai assinalar o seu 15.º aniversário, o responsável explicou que, por norma, os jogadores formados no clube acabam por se conseguir afirmar na equipa principal.

"Não chega ter jogadores no futebol profissional, tem de se ter jogadores competentes, com qualidade e talento. Depois de chegarem ao futebol profissional têm de lutar pelo seu espaço e pelas suas oportunidades, pois no futebol ninguém dá nada, as coisas conquistam-se com trabalho. Mas com mais facilidade ou não, os jogadores da formação que chegam à equipa principal acabam por se impor e jogar", salientou.

Virgílio Lopes disse que os atletas formados no clube dão "rendimento desportivo e até rendimento económico", mas alertou que é preciso ter alguma paciência, contrariando o habitual: “somos um bocadinho apressados nestas coisas".

O diretor da Academia considerou ainda que é um erro definir a formação do Sporting como uma escola de extremos, apesar dos muitos formados no clube com sucesso, casos de Cristiano Ronaldo ou Figo, que conquistaram o galardão de melhores jogadores do mundo.

"O Sporting não é só uma escola de extremos, o Sporting faz jogadores para todo as posições e vai continuar a fazer. Em todas as equipas da formação temos atletas com todas as possibilidades de chegarem ao futebol profissional. Tem que se ter paciência, eles têm talento, mas têm que aprender, talento só não chega", defendeu.

A equipa principal do Sporting conta com vários jogadores formados no clube, como Adrien Silva, William Carvalho, Rui Patrício, Gelson Martins, Daniel Podence ou Beto, além de muitos que jogam no estrangeiro, como Nani, João Moutinho, Eric Dier, João Mário ou Cristiano Ronaldo.

"O Sporting continua a fazer diferente de todos os outros, os jogadores que saem do Sporting têm qualquer coisas de especial, um toque diferente. Nos próximos anos, muitos vão ter condições de jogar na equipa principal, depois depende de muita coisa e isso faz parte do futebol", acrescentou o responsável.

O crescimento da aposta dos rivais na formação não assusta Virgílio Lopes, que refere que o clube "apenas se foca no seu trabalho", deixando também um alerta que não se pode transformar jovens em profissionais.

"Nós não estamos sozinhos, mas só nos preocupamos connosco, os rivais não são uma preocupação. Em relação aos jovens não temos de os focar apenas no futebol, porque eles não são profissionais. O aspeto social, a escola ou as relações familiares são importantes e não os devemos transformar em profissionais antes de o serem", salientou.

Nos 15 anos em que existe a Academia, a equipa principal de futebol ainda não conquistou nenhum título de campeão nacional, apesar de Virgílio Lopes afirmar que "já o mereceu em alguns anos".

"Já tivemos períodos longos sem ser campeões sem existir Academia, não existe uma relação de causa-efeito. Criar o vício de ganhar é importante e isso nós temos conseguido. Lutamos pelos títulos na formação em todos os escalões, apesar de isso não ser fundamental", disse, num ano em que o clube foi campeão nacional nos escalões de juvenis e juniores.

"O trabalho tem de ser sustentado e as coisas não se fazem por decreto. É preciso criar alicerces, ter estruturas e depois é que se pode ganhar de forma sustentada. Iremos começar a ganhar porque o trabalho tem sido bem feito e com responsabilidade e irá resultar no que todos queremos, que é ganhar", concluiu.

AYL // JP

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