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Acordo da Guiné Equatorial com Ophir Energy visa exploração ao largo do Rio Muni

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/10/2017 Administrator

A petrolífera britânica Ophir Energy anunciou hoje que o novo contrato de partilha de produção de petróleo assinado com as autoridades da Guiné Equatorial diz respeito ao Bloco EG-24, ao largo do Rio Muni, contemplando quatro anos de pesquisas.

O Bloco EG-24 (que já se chamou Bloco EG-20 e Block M) cobre uma área de 3.537 quilómetros quadrados a Oeste dos campos petrolíferos de Ceiba e Okume.

A Ophir Energy vai operar o bloco e terá uma participação de 80%, enquanto a Empresa Nacional de Petróleos da Guiné Equatorial, a GEPetrol, detém 20%, com a opção de aumentar a participação em 10% em caso de descoberta comercialmente viável.

O acordo contempla um período inicial de investigação e pesquisa, dividido em dois sub-períodos de dois anos cada. Durante este período de pesquisas, a Ophir irá comprar e processar dados sísmicos já existentes do bloco (análise geológica essencial para determinar a viabilidade de um campo petrolífero), bem como comprar e interpretar novos dados em 3D da zona.

O acordo contempla ainda um período de desenvolvimento e exploração de 25 anos, com uma extensão de cinco anos, caso seja feita uma descoberta comercial.

A Ophir já opera no off-shore da Guiné Equatorial, nomeadamente no Bloco R, onde está a construir uma plataforma flutuante em águas profundas para Gás Natural Liquefeito (FLNG), a primeira no continente africano.

A Guiné Equatorial tinha anunciado na quarta-feira a assinatura de três acordos com petrolíferas internacionais para tentar reanimar a produção, essencial para tirar o país da recessão que atravessa desde o início da descida dos preços do petróleo.

"A Empresa Nacional de Petróleos da Guiné Equatorial, GEPetrol, presidida por António Oburu Ondo, assinou importantes acordos com investidores estrangeiros, que formam parte da reativação na atividade exploratória de hidrocarbonetos, e da produção do mesmo na Guiné Equatorial", indicou em comunicado o governo daquele país africano.

No texto, explicava-se que as firmas envolvidas são a britânica Ophir Energy e a petrolífera Kosmos Energy, do Bangladesh.

Estes contratos, "que se enquadram no marco de reforço da atividade económica impulsionada pelo Governo, formam parte da resposta contundente à queda da produção de hidrocarbonetos causada pela queda dos preços do petróleo no mercado internacional", acrescentava o comunicado, sem dar mais informação.

A Guiné Equatorial deverá registar uma nova recessão este ano, de 7,4%, de acordo com a mais recente estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI), agravando as difíceis condições de vida deste pequeno país africano, que é simultaneamente o mais rico em termos 'per capita', e um dos mais pobres do mundo segundo os índices das instituições internacionais.

Entre 1998 e 2009, o PIB da Guiné Equatorial cresceu, em média, 24% ao ano à custa de um aumento exponencial da indústria dos hidrocarbonetos, que valia 50% do PIB e 90% das exportações e representava 85% da receita fiscal do Executivo.

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