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Acordo para cessar fogo e organização de eleições na Libia sob mediação da França

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/07/2017 Administrator

Os dois principais rivais da crise na Líbia, o chefe do governo de Tripoli, Fayez al-Sarraj, e o homem forte do leste, Khalifa Haftar, comprometeram-se com um cessar-fogo e a organização de eleições, anunciou hoje a presidência francesa.

"Comprometemo-nos na aplicação de um cessar-fogo" e "assumimos o compromisso solene de criar as condições para a realização, logo que possível, de eleições presidenciais e parlamentares", referiram os dois rivais num projeto de declaração divulgado pela presidência francesa, mediadora das conversações.

Sarraj e Haftar devem encontrar-se ao início desta tarde, sob os auspícios do Presidente francês Emmanuel Macron, na localidade de La Celle Saint-Cloud, arredores de Paris, na presença do novo representante especial do secretário-geral da ONU para a Líbia, o libanês Ghassan Salamé. O objetivo consiste em relançar o diálogo político e buscar uma saída para a prolongada crise do país do norte de África.

Macron receberá primeiro Sarraj, e 45 minutos depois Haftar. Pelas 15:00 (hora de lisboa) está prevista uma reunião conjunta entre os quatro participantes, seguida de uma declaração de Macron, de acordo com a agenda disponibilizada pelo Eliseu.

A presidência gaulesa indica que "a França pretende demonstrar o seu apoio aos esforços para alcançar um compromisso político com o apoio das Nações Unidas".

A Líbia é um Estado falhado, vítima do caos e da guerra civil que se instalou em 2011, após grupos rebeldes apoiados pela NATO terem derrubado o regime de Muammar Kadhafi.

Atualmente, dois governos disputam o poder: o de Al- Sarraj em Tripoli, e o controlado pelo general Haftar.

Os dois dirigentes das fações líbias rivais encontraram-se em maio em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, e o Eliseu pretende que este novo encontro permita elaborar um roteiro que defina as próximas iniciativas, incluindo eleições em 2018.

Paris assegurou ter obtido o acordo de todos os países envolvidos na solução do conflito, mas a diplomacia de Itália, a antiga potência colonial, criticou esta iniciativa.

Para a França, o desafio consiste em garantir um Estado capaz de responder às necessidades básicas dos líbios e com um exército regular unificado sob a autoridade do poder civil, que considera necessário para combater os grupos 'jihadistas', o tráfico de armas e o fluxo de migrantes em direção à Europa.

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