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Adesão à greve na limpeza do aeroporto do Porto entre os 0% da empresa e os 75% do sindicato

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/07/2017 Administrator

A greve dos trabalhadores da empresa Euromex que fazem serviços de limpeza no Aeroporto do Porto teve uma adesão de "75%", segundo o sindicato, e "0%", segundo o diretor geral da empresa, nos turnos da noite e da manhã.

"Laboramos no aeroporto em três turnos, no turno da noite ninguém aderiu e no turno da manhã também todos trabalharam em pleno, na parte da tarde, só no final do turno poderei dar os números finais", disse à Lusa o diretor-geral da Euromex, Ricardo Cerqueira.

Ricardo Cerqueira sublinhou que para confirmar esta informação tem o 'feedback' do cliente que "confirmou que tudo funcionou normalmente" e que "registaram a totalidade das equipas em laboração".

Já segundo o coordenador regional do Porto do Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza e Domésticas (STAD), Eduardo Teixeira, "75% dos trabalhadores" escalados para o turno da noite e da manhã aderiram ao protesto contra o alegado "assédio moral e sexual" sobre as funcionárias por parte das chefias da empresa Euromex, que presta serviços de limpeza no aeroporto.

"Gostava que a empresa explicasse como é que a manifestação reuniu cerca de 70 trabalhadores, que se deslocaram em desfile do aeroporto até à sede da empresa", disse, afirmando que o sindicato está a investigar a alegada substituição de trabalhadores em greve por outros, de forma a minimizar os efeitos da paralisação.

Segundo Eduardo Teixeira, "caso se confirme que a empresa violou o direito à greve, será apresentada uma queixa" na Autoridade para as Condições de Trabalho.

O STAD denuncia a prática de "assédio moral e sexual" sobre as funcionárias pelas chefias da empresa EUROMEX, que presta serviço de limpeza no aeroporto.

"A chefia, verbalmente, trata muito mal os trabalhadores e trabalhadoras, intimidando-os, amedrontando-os e, inclusive, reprimindo-os", refere o sindicato.

Em declarações à Lusa, Eduardo Teixeira disse que "a situação já foi denunciada numa reunião com a empresa e que tal ficou registado em ata".

"Repudiamos em absoluto as acusações que nos são imputadas, inclusive já fizemos chegar uma comunicação escrita ao STAD a solicitar informação objetiva e detalhada de quem são as pessoas, em que circunstâncias e onde é que ocorreram essas situações", afirmou Ricardo Cerqueira.

Segundo o responsável, "a empresa, num universo de quase 3 mil colaboradores em todo o país, não tem registo de algum facto de assédio moral ou de qualquer outra ordem".

"Por isso a empresa repudia, não aceita e reserva-se o direito de acionar legalmente o elemento do STAD ou elementos que utilizaram esse fundamento para convocar a greve, a empresa sente-se lesada e difamada e, por isso, está a analisar a possibilidade de acionar legalmente as pessoas que proferiram essas afirmações", acrescentou.

A Euromex lamenta ainda que estas acusações por parte do STAD "surjam no momento" em que "decorre um processo negocial sobre as condições remuneratórias da equipa residente no aeroporto Francisco Sá Carneiro" entre o sindicato e a empresa.

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