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Advogado das FARC diz que líderes da guerrilha colombiana têm a "cabeça a prémio"

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/07/2017 Administrator

As FARC denunciaram hoje um plano de uma organização que oferece um milhão de dólares (858 mil euros) de recompensa pelo assassínio de cada um dos chefes da mais importante guerrilha da Colômbia, que iniciou a reintegração na vida civil.

"Temos conhecimento que uma organização criminosa (...) ofereceu até um milhão de dólares por cada pessoa (...) do secretariado das FARC assassinada", declarou Enrique Santiago, conselheiro jurídico das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que assinou a paz em novembro após meio século de conflito armado.

"Sete membros das FARC foram assassinados e ainda 16 outras pessoas, incluindo membros das suas famílias", acrescentou o advogado à Rádio Caracol.

As FARC receiam ser vítimas de um extermínio semelhante ao que ocorreu na década de 1980-1990, quando cerca de 4.000 militantes da União Patriótica (UP, esquerda) foram assassinados por grupos paramilitares com a cumplicidade das forças policiais e militares colombianas, na sequência de um anterior processo de paz que acabou por fracassar.

"É evidente que isso vem de pessoas que têm os meios económicos para oferecer não um milhão de dólares mas nove milhões, porque são nove os membros do secretariado", considerou o conselheiro jurídico das FARC, precisando que os assassinatos e ameaças começaram no início de abril.

Enrique Santiago também denunciou a ausência de medidas de segurança por parte das autoridades para proteger os guerrilheiros que no final de junho depuseram todas as suas armas, sob controlo da ONU. "Não tenho conhecimento que tenham sido tomadas medidas para, pelo menos, prevenir estes crimes", declarou.

Segundo a fundação Paz e Reconciliação, uma ONG especializada na investigação sobre o conflito armado, após a retirada das FARC dos seus antigos bastiões e o seu reagrupamento em 26 zonas de desarmamento, bandos criminosos colombianos designados oficialmente Grupos armados organizados (GAO), deslocaram-se para 74 municípios.

O acordo de paz entre o Governo do Presidente Juan Manuel Santos e as FARC prevê, entre outras medidas, a reconversão da guerrilha num partido político, que deve ser anunciado em 01 de setembro.

Desde a década de 1960, o conflito armado na Colômbia envolveu diversas organizações da guerrilha, paramilitares de extrema-direita, oficialmente desmobilizados em 2006, e forças policiais e militares, com um balanço de pelo menos 260.000 mortos, mais de 60.000 desaparecidos e 7,1 milhões de deslocados.

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