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Advogado egípcio Mohamed Zaree recebe prémio de direitos humanos Martin Ennals

Logótipo de O Jogo O Jogo 10/10/2017 Administrator

O advogado egípcio , defensor da liberdade de expressão e associação, foi hoje galardoado com o prémio de direitos humanos Martin Ennals, devido ao seu arriscado trabalho nesta área, apesar de diversas ameaças de morte.

Diretor do gabinete egípcio do Instituto do Cairo para os Estudos dos Direitos Humanos (CIHRS), Zaree tem-se oposto com firmeza às medidas adotadas pelas autoridades egípcias contra qualquer voz considerada dissidente.

O jurista, proibido de deixar o território egípcio desde maio de 2016, está atualmente indiciado num processo judicial que poderá implicar a sua condenação a prisão perpétua.

Hans Thoolen, que em 1993 criou este prémio, considerado o "Nobel dos Diretos Humanos" e que preside ao júri, saudou o "comportamento individual heroíco deste homem, que tem resistido só e enquanto a situação dos Direitos Humanos em seu redor está a caminho de colapsar".

Ameaçado de morte, Mohamed Zaree optou, no entanto, por permanecer no Egito para prosseguir o seu combate contra as leis egípcias destinadas a limitar as atividades das ONG de defesa dos Direitos Humanos.

O diretor do CIHRS, atualmente com sede em Tunes, deslocou-se a Genebra para assistir à cerimónia.

Bahey El Din Hassan declarou esperar que o prémio "constitua uma mensagem, um despertar" para o Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, considerando que a situação dos Direitos Humanos no Egito é pior hoje do que durante os 30 anos de poder de Hosni Mubarak, derrubado em 2011.

Criticou ainda a comunidade internacional, que, na sua perspetiva, não denuncia suficientemente as violações das liberdades no Egito.

"O silêncio é interpretado pelos ditadores sanguinários como luz verde. Assim, o silêncio não é neutro, é uma luz verde", afirmou.

O prémio constitui um tributo a Martin Ennals, um britânico que morreu em 1991 e ocupou o cargo de secretário-geral da Amnistia Internacional (AI) entre 1968 e 1980.

Num valor de 30.000 francos suíços (27.000 euros), é atribuído anualmente por dez organizações, incluindo a AI e a Human Rights Watch.

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