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Advogados de Lula da Silva dizem que condenação foi conduzida pela política e não pela lei

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/07/2017 Administrator

São Paulo, Brasil, 12 de jul (Lusa) - Os advogados do ex-Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva divulgaram hoje à noite um comunicado onde afirmam que a condenação de seu cliente teve "motivações políticas".

"Nenhuma evidência credivel de culpa foi produzida, enquanto provas esmagadoras de sua inocência são descaradamente ignoradas. Este julgamento politicamente motivado ataca o Estado de Direito do Brasil, a democracia e os direitos humanos básicos de Lula", lê-se no comunicado assinado pelos advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins

Os defensores alegaram que "o juiz [Sérgio] Moro deixou o seu viés e a sua motivação política claros desde o início até o fim deste processo. O seu julgamento envergonhou o Brasil, ao ignorar evidências esmagadoras de inocência e sucumbir a um viés político, ao mesmo tempo em que dirige violações contínuas dos direitos humanos básicos e do processo legal".

Hoje à tarde, Lula da Silva foi considerado culpado de ter recebido vantagens ilícitas da construtora OAS, num processo que investiga a propriedade de um apartamento de luxo no Guarujá, cidade do litoral de São Paulo.

A sentença foi dada pelo juiz Sérgio Moro, que conduz os julgamentos em primeira instância da Operação Lava Jato.

O magistrado alegou que o ex-Presidente brasileiro recebeu a propriedade daquele apartamento como vantagem indevida para favorecer os interesses da OAS junto do Governo brasileiro.

Já a defesa afirmou que Lula da Silva tem sido vítima do 'lawfare' [palavra inglesa que representa o uso da lei para fins políticos], ato que classificou de "famoso método usado com efeitos brutais em diversas ditaduras ao longo da história".

Segundo Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins, o julgamento de Lula da Silva foi "tendencioso" e a decisão de Sérgio Moro "mostra bem como os recursos judiciais do Presidente Lula [da Silva] foram esgotados internamente, pelo que foi necessário encaminhar este caso para o Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra".

Rebatendo uma passagem da sentença na qual o juiz brasileiro afirmou que "não importa o quão alto esteja, a lei ainda está acima de si", os advogados do antigo presidente responderam que "ninguém está acima da lei, mas ninguém está abaixo da lei".

Os defensores de Lula da Silva ainda consideraram que o processo "foi um enorme desperdício do dinheiro dos contribuintes e envergonhou o Brasil internacionalmente".

O ex-Presidente brasileiro foi condenado a nove anos e meio de prisão, mas irá recorrer da sentença em liberdade.

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