Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

AI e HRW acusam Itália de condicionar salvamentos no Mediterrâneo

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/07/2017 Administrator

A Human Rights Watch e a Amnistia Internacional consideram que a proposta de Itália sobre um código de conduta para as organizações não-governamentais no auxílio aos imigrantes no Mediterrâneo pode "ameaçar vidas".

As posições manifestadas pelas duas organizações têm como base o rascunho de um relatório elaborado pelo governo italiano sobre o resgate de pessoas na zona central do Mediterrâneo.

"De forma perversa, o código de conduta proposto para as organizações não-governamentais que salvam vidas no Mediterrâneo pode pôr em risco a vida das pessoas", disse Iverna McGowan, diretora do gabinete para as instituições europeias da Amnistia Internacional, através de um comunicado.

De acordo com a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch, o documento sobre o código de conduta impede as organizações humanitárias de entrar em águas territoriais líbias em operações de resgate assim como proíbe o uso de sinalização luminosa para marcar posição de rumo para embarcações em risco de naufrágio.

O relatório obriga também o desembarque dos náufragos em portos europeus impedindo a transferência dos refugiados e imigrantes para outros navios que se encontrem na zona de salvamento.

Para as duas organizações, as imposições obrigam as equipas de salvamento "a afastarem-se durante longos períodos de tempo" das zonas onde são mais necessárias para auxiliar os náufragos.

A Human Rights Watch e a Amnistia Internacional sublinham também que o relatório impede o desembarque em Itália às organizações que não assinarem o código de conduta, o que constitui "uma ameaça".

"Qualquer código de conduta deveria ter como objetivo tornar as operações de resgate mais eficazes", lamentam as duas instituições.

Sendo assim, instam as autoridades europeias a promoverem um acordo que envolva os grupos humanitários nas operações de busca e salvamento e que inclua todas as embarcações que efetuam operações no Mediterrâneo e sem impedimentos sobre os desembarques.

"As organizações não-governamentais estão no Mediterrâneo a resgatar pessoas porque a União Europeia não o está a fazer", disse a diretora da Human Rights Watch para a Europa e Ásia Central, Judith Sunderland, que denunciou também "os horríveis abusos" a que estão sujeitos os imigrantes na Líbia.

Os ministros do Interior da União Europeia abordaram as questões relacionadas com a elaboração de um código de conduta durante um conselho informal realizado no passado dia 06 de julho, em Talin, e após vários pedidos do governo de Roma.

Na mesma reunião, os ministros da União Europeia apoiaram a elaboração por parte de Itália do código de conduta.

De acordo com a Organização Internacional para as Migrações, mais de dois mil refugiados e imigrantes morreram afogados no Mediterrâneo desde janeiro.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon