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Alarcón analisa a Volta: o bom, o mau, a paulada e o amigo galego

Logótipo de O Jogo O Jogo 15/08/2017 Alcides Freire

O espanhol da W52-FC Porto apontou a chegada a Oliveira de Azeméis como o seu pior momento

Raúl Alarcón (W52-FC Porto) revelou estar a sentir-se numa nuvem e apontou a oitava etapa como o momento mais complicado que viveu na sua vitória na 79.ª Volta a Portugal. "É algo impressionante. Ganhar a 'Grandíssima' é algo que nunca vou esquecer. Sinto-me numa nuvem. Sempre trabalhei para os outros e via como eles ganhavam e sentia-me feliz por eles. E agora estar aqui, do outro lado... só tenho palavras de agradecimento", enalteceu o vencedor da Volta a Portugal.

© Filipe Amorim/Global Imagens

O espanhol apontou a chegada a Oliveira de Azeméis como o seu pior momento, uma vez que os rivais se acercaram da sua liderança e sentiu-se mais pressionado, e a etapa seguinte, a nona, como o melhor.

"A etapa de ontem [segunda-feira] foi muito dura, fizemos uma estratégia atacante porque no dia anterior tinham-se aproximado muito os rivais. Sabíamos que tínhamos de ganhar muito tempo e fizemos aquela tática. Foi um dia muito exigente, mas, quando cheguei com o Amaro [Antunes, à Guarda], vivi o meu momento mais feliz", indicou.

O alicantino, de 31 anos, negou que tenha combinado qualquer resultado com Antunes, o vice-campeão, e contou que, quando estavam os dois a aquecer, desejaram-se sorte. "Sabíamos que um dos dois ia ganhar. No final, sou eu o vencedor, mas o importante foi a vitória ficar na equipa", destacou, tendo ainda palavras de elogio para Gustavo Veloso: "É uma pessoa que hoje merecia ganhar. Ontem passou um momento difícil. E hoje quando cheguei estava lá para a abraçar-me. Admiro-o muito".

Alarcón dedicou o seu triunfo à equipa, que confiou nele, e, especialmente, ao galego, vencedor da Volta em 2014 e 2015, que soube passar-lhe a 'chefia' da W52-FC Porto. "Agora estou a desfrutar deste momento. Sempre disse, como na Volta, que vou dia a dia. Não posso olhar mais para a frente", respondeu quando questionado sobre o futuro e sobre uma eventual liderança bipartida da formação 'azul e branca'.

O vencedor da Volta recordou que trabalhou muito ao longo do ano, fez várias concentrações em altitude, e negou-se a antever uma melhoria de resultados no próximo ano.

"Quando era jovem, pensava no futuro. E depois, quando não acontecia, sofria. Estive no mais alto do ciclismo aos 20 anos e depois levei uma paulada grande. Mais vale pensar dia a dia", defendeu, reconhecendo, no entanto, que gostava de estar presente numa Volta a Espanha.

"É algo que ainda me falta fazer. Se conseguir, ótimo. Se não, estou feliz, porque ganhei uma grande volta. Há muito talento nesta equipa. Acredito que temos qualidade para estar numa grande volta", concluiu.

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