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Alemanha apoia Líbia na gestão de fluxos migratórios, mas sem violar direitos

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/08/2017 Administrator

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse hoje que a guarda costeira da Líbia deve ser apoiada nos seus esforços para conter o fluxo de migrantes com destino à Europa, mas avisou que as violações de direitos não serão toleradas.

Na véspera da minicimeira que vai juntar Alemanha, Itália, Espanha e três países africanos (Chade, Níger e Líbia), consagrada à crise migratória, Angela Merkel reconheceu, em declarações ao jornal Welt am Sonntag, citadas pelas agências internacionais, que a guarda costeira líbia deve receber "o equipamento necessários para fazer o seu trabalho" de patrulha da costa.

Ao mesmo tempo, realçou, é de "crucial importância que a guarda costeira líbia respeite o direito internacional, tanto na relação com refugiados e migrantes, como com as organizações não-governamentais". E deixou um aviso: "Se dúvidas houver a esse respeito, investigaremos as denúncias."

Este mês, o governo líbio gerou controvérsia quando proibiu navios estrangeiros de navegarem numa zona descrita como de busca e salvamento, ao largo da sua costa, acusando as organizações não-governamentais de "facilitarem a imigração ilegal".

Estas, por sua vez, suspenderam as suas missões marítimas, acusando Trípoli de "criar um ambiente hostil no Mediterrâneo".

Segundo a Organização Internacional para as Migrações, só neste ano, mais de cem mil pessoas já se fizeram ao mar, a partir da Líbia, em direção à Europa, das quais 2.300 morreram.

A mini-cimeira organizada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, em Paris, na segunda-feira, vai juntar os líderes políticos de três países europeus e de três países africanos e a representante para a política externa da União Europeia, Federica Mogherini.

A reunião servirá para "reafirmar o apoio da Europa ao controlo e à gestão dos fluxos migratórios feita por Chade, Níger e Líbia", assinalou a presidência francesa.

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