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Alemanha/Eleições: PCP culpa Merkel e SPD por subida da extrema-direita

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/09/2017 Administrator

O PCP culpou hoje a "política de direita" do Governo de Angela Merkel, de coligação da direita com os sociais-democratas do SPD, pelo crescimento da extrema-direita nas eleições de domingo na Alemanha.

Num comunicado do gabinete de imprensa, os comunistas afirmam que a "extrema-direita alemã alcança uma expressiva representação parlamentar, impulsionada pela política de direita do Governo de coligação CDU/CSU/SPD e pelo seu discurso demagógico, reaccionário, xenófobo e racista".

O PCP destaca ainda o reforço "em votação e em número de deputados" dos partidos Die Linke (A Esquerda), com 9,2%, acima de os Verdes, com 8,9%.

Na leitura dos comunistas, as eleições alemãs são também "expressão de descontentamento" face à política "da direita" e dos sociais-democratas na Alemanha e na Europa, com perda de votos da CDU de Angela Merkel e do SPD.

Sublinham, ainda, que o resultado dos sociais-democratas do SPD, foi "o pior desde a II Guerra Mundial" e os da CDU/CSU "um dos priores da sua história".

Em conclusão, segundo os comunistas, "representam uma expressão de descontentamento face à política pela qual a direita e a social-democracia têm sido responsáveis na Alemanha e na União Europeia", com a "promoção da concentração e centralização da riqueza, de intensificação da exploração, de ataque a direitos laborais e sociais, de desrespeito da soberania nacional, da vontade e anseios dos povos, de incremento do militarismo".

As eleições alemãs deram um resultado histórico à extrema-direita, que entra para o parlamento pela primeira vez desde a II Guerra Mundial e torna-se a terceira força política.

A CDU chanceler alemã, Angela Merkel, venceu as eleições de domingo com 33% dos votos, menos que os 41,5% conseguidos há quatro anos, preparando-se para cumprir o seu quarto mandato.

Em segundo lugar, com 20,5%, ficou Partido Social-Democrata (SPD), liderado pelo ex-presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, e que já anunciou que pretende ser oposição, não renovando a coligação anterior.

Em terceiro lugar ficou a extrema-direita (AfD), com 12,6% dos votos.

O partido Die Linke (A Esquerda) conseguiu 9,2%, ligeiramente acima de os Verdes, com 8,9%, completando um parlamento com seis forças, ao invés das anteriores quatro.

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