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Alemanha/Eleições: UE aguarda tranquilamente fim de importante ciclo eleitoral

Logótipo de O Jogo O Jogo 22/09/2017 Administrator

A União Europeia aguarda tranquilamente o desfecho das eleições de domingo na Alemanha, as últimas num ano marcado pela ida às urnas em vários Estados-membros "importantes", esperando que a seguir seja possível fazer avançar mais rapidamente a agenda europeia.

O ano de 2017 era considerado de alto risco para a União, que, além de se debater com o 'Brexit', assistia a eleições legislativas em três dos seus países fundadores e com particular "peso", Holanda, França e Alemanha, sendo que nos dois primeiros existia o risco de triunfo de forças de extrema-direta antieuropeístas (Geert Wildes, na Holanda, e Marine Le Pen, em França), o que não sucede na Alemanha, onde certamente se manterá o "status-quo".

No entanto, as eleições do próximo domingo não deixam de ser consideradas relevantes para UE, já que, como sublinham vários responsáveis europeus, servirão não só para Berlim reafirmar o seu compromisso com o projeto europeu - algo particularmente no contexto atual -, mas também porque se espera que a partir de segunda-feira alguns "dossiês" comunitários possam conhecer maiores progressos.

Em anos de eleições na Alemanha, é hábito os responsáveis da UE e dos restantes Estados-membros comentarem que, nos meses anteriores, a agenda comunitária fica em suspenso, designadamente em matérias mais sensíveis, face ao receio de eventuais custos eleitorais na corrida à Chancelaria.

"Penso que essa ideia é um pouco sobrevalorizada, mas é verdade que a Alemanha é o Estado-membro mais poderoso da União e concordo que há sempre alguma relutância em ir mais longe nalgumas áreas, como no aprofundamento da União Económica e Monetária", observa, em declarações à Lusa, Fabian Zuleeg, diretor de um dos mais relevantes "think-tanks" (grupos de reflexão) europeus em Bruxelas, o European Policy Centre (EPC).

O analista observa que, entre aqueles que serão atualmente os três grandes temas na agenda europeia -- economia, incluindo investimento e União Económica e Monetária; segurança interna e externa; e migrações -, os dois primeiros praticamente nem "entraram" na campanha eleitoral alemã, e o terceiro apenas mais do ponto de vista interno.

"A formação de um novo Governo (alemão) pode trazer um novo impulso a estes dossiês, que de todo o modo têm conhecido progressos", independentemente da realização de eleições nacionais, nota.

Para Zuleeg, "certo é que o desfecho das eleições de domingo vai ser uma reafirmação do compromisso da Alemanha para com a Europa", uma ideia que é partilhada pela generalidade dos altos responsáveis europeus, que nem se têm pronunciado publicamente sobre as eleições, ao contrário do que sucedeu em março, nas eleições holandesas, em março, e francesas, em abril e maio, quando era grande o receio de um sucesso de Wilders e/ou Le Pen que colocassem em risco o compromisso europeu de Holanda e França, algo que acabou por não se verificar.

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