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Alexis Borges: "Levo o FC Porto no coração"

Logótipo de O Jogo O Jogo 29/07/2017 Alcides Freire

Pela primeira vez, um andebolista vai mudar-se do campeonato português para o Barcelona, equipa mais titulada da Europa, com nove Champions no palmarés. O portista Alexis Borges é o protagonista.

Alexis Borges está de partida para Barcelona, onde irá jogar por empréstimo do FC Porto. Em quatro anos, tornou-se o primeiro andebolista a jogar em Portugal a transferir-se para o Barcelona. O que sucedeu nesses quatro anos?

-Evoluí muito aqui. Quando o professor José Magalhães falou comigo para vir para Portugal era para jogar na equipa B, mas comecei a treinar com a equipa principal e o treinador, o Obradovic, disse logo que tinha de ir para a equipa A. Depois, o Tiago Rocha lesionou-se e foi por isso que entrei no jogo com o Kolding, para a Liga dos Campeões. Aproveitei a oportunidade porque o Tiago esteve lesionado algum tempo. Foi assim que me incorporei na equipa. Recordo que jogámos em casa, com o Kolding, e ganhámos por três.

Para o campeonato, o primeiro jogo foi com o Benfica. Também uma estreia em grande...

-É verdade. Daí em diante, trabalhei sempre muito. Aprendi bastante com o Obradovic, coisas positivas no ataque e na defesa. Muito mesmo. Depois, com o Ricardo Costa também aprendi. Mais tática ao nível do pivô, como se joga em Espanha. Hoje, tenho muito que lhes agradecer. A minha evolução deve-se aos dois.

Em que é que melhorou?

-Quando cá cheguei, só gostava de defender. A defesa do Obradovic era mais de contacto, sair a chocar, era como eu gostava. Com a entrada do Ricardo, também melhorei na ataque. É um jogo melhor para mim, muitas decisões passaram pelo pivô. Com o Ricardo, a minha capacidade atacante melhorou muito. Consegui ter um nível semelhante nas duas funções.

E agora o Barcelona...

-É um clube enorme, que me entusiasma. Estou bastante satisfeito. Segundo o meu empresário, também tinha convites do PSG e do Fuchse Berlim, mas quando ele me falou no Barcelona, disse logo... "vamos lá".

O que se passou consigo no último ano que lhe deu notoriedade?

-Acho que foi a passagem do FC Porto pela Liga dos Campeões que levou as pessoas a estarem atentas. Evoluí como jogador. Ganhei experiência e acho que foi isso. Este ano, também fiz um bom campeonato e uma boa Taça EHF.

Em Cuba sabem que vai para o Barcelona?

-Muitas pessoas não sabem, porque as notícias não chegam lá com facilidade, não é como aqui. Quem sabe, na minha cidade, deu-me os parabéns e ficou contente, porque o Barcelona tem muito prestígio em Cuba.

Como se vai sentir no Barcelona?

-Chegar a uma equipa de estrelas leva-me a pensar que tenho de trabalhar muito. Desde o primeiro momento. Tentar que o treinador ganhe confiança em mim.

Já trocaram ideias?

-Sim. Ele deu-me um plano de trabalhos para as férias e falámos um pouco de tática. Como se joga, o que faz o pivô.

É para conquistar o título europeu?

-É preciso entrar com sorte a jogar bem no primeiro jogo. Foi isso que não aconteceu com o Barça nos últimos anos.

Já viu as instalações?

-São impressionantes. Tem todos os desportos juntos, como no FC Porto. Tem semelhanças com o FC Porto. As coisas funcionam como aqui.

"Levo o FC Porto no coração"

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"Levo o FC Porto no coração. Foi o clube que apostou em mim, que me abriu as portas da Europa", disse Alexis Borges. "Quando estava em Cuba, ninguém me conhecia e foi o professor Magalhães que me descobriu e foi falar comigo. Depois disso, acolheram-me de braços abertos", continuou o pivô que vai para Barcelona cedido por um ano pelos dragões, mas com os catalães a terem opção de compra por duas temporadas. "Gostava de me afirmar no Barcelona, mas ninguém sabe o futuro e, se voltar a Portugal, é ao FC Porto. Na verdade, seria só mesmo ao FC Porto que voltaria", concluiu.

"Árbitro não soube explicar por que me anulou o golo"

Alexis não obteve uma justificação para a anulação do golo e, continuando a falar de arbitragem, aborda o excesso de exclusões que sofre.

Esteve envolvido no golo anulado que poderia dar o título ao FC Porto no jogo com o Benfica. Que análise faz?

-Para mim, foi legal. Os jogos com o Benfica são sempre complicados, para nós e para os árbitros. Anularam-me um golo quando estávamos em passivo, mas depois de a bola ressaltar no bloco. Não entendo por que foi anulado, foi um golo limpo. Depois de o jogo terminar, perguntei ao árbitro por que tinha anulado e ele não soube explicar.

A derrota na Luz ditou a perda do título...

-O sentimento é péssimo. Fizemos uma excelente temporada e perder assim, no final, foi terrível. Como foi possível perder tudo é algo que não consigo explicar.

É muito castigado pelos árbitros em Portugal. Era muitas vezes excluído. Como analisa isso?

-Foi demasiado. Estavam sempre em cima de mim, não me deixavam jogar praticamente. A mim e ao Daymaro. Não há explicação. Uma vez perguntei ao árbitro por que me deu dois minutos e ele respondeu-me que foi por eu ser muito forte e o adversário pequenino.

Nas provas europeias não era assim?

-Em 14 jogos e só levei quatro exclusões de dois minutos. Acho que não preciso de dizer mais nada.

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