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Alive: Festival de música cumpre dez anos de apoio à investigação científica

Logótipo de O Jogo O Jogo 08/07/2017 Administrator

O Instituto Gulbenkian de Ciência e o festival NOS Alive celebram dez anos de atribuição de bolsas de investigação a estudantes portugueses; uma "ideia original e bem sucedida", disse à Lusa o diretor do organismo, Jonathan Howard.

No Passeio Marítimo de Algés, onde decorre o festival NOS Alive, o Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) tem um espaço para divulgar a ciência que é feita no instituto e promover contacto entre cientistas e festivaleiros.

Em declarações à agência Lusa, Jonathan Howard elogiou o projeto por ser uma colaboração inédita: "É fantástico e algo que nos devemos orgulhar. Pode parecer pouco, mas o que o festival faz é criar uma oportunidade".

A parceria entre o IGC e a promotora Everything is New foi estabelecida em 2008, mas só em 2009 começaram a ser atribuídas as primeiras bolsas.

Este ano, o instituto disponibiliza a concurso três projetos de investigação em genética de doenças, biologia do comportamento e modelação matemática em biologia.

As candidaturas desta edição terminam a 31 de agosto. Os dois jovens selecionados terão oportunidade de trabalhar durante um ano num projeto de investigação com uma equipa do IGC e com uma instituição estrangeira.

"Foi uma experiência fantástica. A bolsa do Alive fez com que eu conhecesse muito mais o que é a verdadeira investigação científica permitiu fazer investigação em Portugal como também ir para o estrangeiro e experimentar como é que são os métodos de trabalho lá fora", disse à Lusa o investigador Tiago Maié, que trabalhou com uma bolsa destas em 2014.

A propósito da parceria, o promotor do festival Álvaro Covões, defendeu que a sociedade civil também tem obrigações. "Não é só pagar impostos nem criar riqueza. Temos obrigações e responsabilidade social. Fomos à procura de algo que tivesse peso e encontrámos esta possibilidade de financiar duas bolsas de investigação científicas anuais".

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