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Ambientalistas da Zero pedem mais visão estratégica e novas soluções para a natureza

Logótipo de O Jogo O Jogo 08/10/2017 Administrator

Os ambientalistas da Zero pediram hoje mais visão estratégica e novas soluções para a conservação da natureza, indo além das áreas classificadas, e defenderam a criação de espaços de vida selvagem e a clarificação das formas de financiamento.

Na sua apreciação da Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, que esteve em consulta pública até 30 de setembro, a Associação Sistema Terrestre Sustentável, Zero, critica a "visão territorialmente muito confinada às áreas classificadas" e as "limitações conceptuais que não seriam expectáveis".

Refere também a falta de contributos de outros organismos públicos, além do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), o que "diminuiu a ambição e alcance estratégico" de um documento que já devia ter sido revisto há sete anos e não foi avaliado.

A Zero realçou ser fundamental utilizar a revisão da Estratégia para aprofundar e fazer evoluir a atual Rede Fundamental de Conservação da Natureza, composta, por exemplo, pelo Sistema Nacional de Áreas Classificadas (Áreas Protegidas, Rede Natura 2000, Sítios Ramsar, Reservas da Biosfera).

Trata-se de "dar coerência ecológica às áreas classificadas, promover a sua continuidade espacial e a conectividade com o restante território", apontam os ambientalistas.

"É fundamental usar esta oportunidade para posicionar Portugal na liderança europeia em matéria de ordenamento do território, numa altura em que começa a ser preparada a Estratégia Europeia de Infraestruturas Verdes", salientou a associação liderada por Francisco Ferreira.

Os ambientalistas criticam o facto de se continuar a transmitir "a ideia que o despovoamento das áreas classificadas não é inevitável e se resolve com mais investimento público e com uma maior facilitação dos usos e atividades económicas que condicionadas ou permitidas nos territórios, persistindo-se numa ideia que tem décadas de insucesso comprovado".

E exemplificam com a "omissão total" sobre a renaturalização para criação de áreas para a vida selvagem ('wilderness'), "uma solução de baixo custo a ser seguida um pouco por toda a Europa", e que em Portugal tem uma área potencial que pode chegar a 14.000 quilómetros quadrados (km2).

A Zero referiu ainda que os aspetos de financiamento da Estratégia devem "ser mais claros", listando os fundos disponíveis a quantificação das necessidades, e propõe uma reflexão sobre a hipótese de o imposto municipal sobre imóveis discriminar positivamente os detentores de prédios rústicos integrados em áreas classificadas que proporcionem serviços de ecossistemas.

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