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Aministia Internacional denuncia uso de minas na fronteira entre a Birmânia e o Bangladesh

Logótipo de O Jogo O Jogo 09/09/2017 Administrator

A Amnistia Internacional denunciou hoje a colocação de minas terrestres na fronteira entre a Birmânia (Myanmar) e o Bangladesh, para onde pelo menos 270 mil muçulmanos rohingya fugiram nas últimas duas semanas, e falou numa morte.

De acordo com um comunicado da organização não-governamental que defende os direitos humanos, uma pessoa morreu e outras três, entre as quais duas crianças, ficaram feridas com gravidade devido à explosão de minas, alegadamente, colocadas pelo exército birmanês.

Proibidas por várias convenções internacionais, as minas foram instaladas num trecho no lado birmanês da fronteira entre o estado de Rakhine (oeste da Birmânia) e o território de Bangladesh.

Citada pela agência Efe, a diretora da Amnistia Internacional para as crises internacionais, Tirana Hassan, sublinhou que "o uso desta arma indiscriminada e mortal pelo exército birmanês, em estradas movimentadas em torno da fronteira, põe em perigo a vida dos civis".

Tirana Hassan, juntamente com a sua equipa, documentou a existência destas minas com entrevistas a testemunhas e a especialistas em segurança.

Várias pessoas disseram ter visto forças de segurança birmanesas, incluindo a polícia da fronteira, a colocar os dispositivos.

Até ao momento, o exército birmanês não confirmou nem negou a informação.

Ainda assim, a primeira-ministra da Birmânia, Aung San Suu Kyi, negou esta semana que as tropas do Governo tenham colocado tais minas e culpou os membros da minoria muçulmana rohingya por esses atos.

A também vencedora do Prémio Nobel da Paz em 1991 descreveu-os como "terroristas".

O Bangladesh fez, entretanto, uma queixa formal às autoridades da Birmânia sobre esta questão.

As autoridades birmanesas não reconhecem a cidadania aos rohingya e consideram-nos imigrantes, impondo-lhes múltiplas restrições, incluindo a privação de liberdade de movimentos.

A violência escalou desde o ataque, no passado dia 25 de agosto, contra três dezenas de postos da polícia pela rebelião, o Exército de Salvação do Estado Rohingya (Arakan Rohingya Salvation Army, ARSA), que defende os direitos dos rohingya.

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) divulgou hoje que o número de membros da minoria muçulmana rohingya que chegaram ao Bangladesh desde que começou a onda de violência no noroeste da Birmânia passou para 290 mil e estimou que este número ainda cresça nos próximos dias.

A porta-voz do ACNUR veio, por isso, alertar que os acampamentos existentes estão "mais do que sobrelotados" e solicitou a colocação urgente de mais abrigos temporários para instalar os recém-chegados.

Também o Programa Alimentar Mundial, agência das Nações Unidas destinada ao apoio alimentar, avisou hoje que os acampamentos de rohingya no Bangladesh chegaram a um "ponto crítico", e estimou que o número de chegadas ultrapasse as 300 mil previstas.

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