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Amnistia exige libertação "imediata e incondicional" de ativistas detidos na Turquia

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/07/2017 Administrator

O secretário-geral da Amnistia Internacional, Salil Shetty, manifestou-se hoje "profundamente indignado" com a detenção de elementos da organização na Turquia, denunciou o "abuso de poder grotesco" das autoridades e exigiu a "libertação imediata e incondicional" dos ativistas detidos.

"Estamos profundamente perturbados e indignados com a detenção descarada sem acusação formada de alguns dos mais destacados ativistas dos direitos humanos na Turquia, incluindo a diretora da Amnistia Internacional (AI) na Turquia", afirmou Shetty, num comunicado enviado às redações.

"A detenção dela [Idil Eser] e de outros ativistas dos direitos humanos que participavam numa formação de rotina, constitui um abuso de poder grotesco e ilustra a situação precária que os ativistas dos direitos humanos enfrentam no país", acrescentou o secretário-geral da AI.

"Idil Eser e aqueles que foram detidos com ela devem ser libertados imediata e incondicionalmente", exigiu o líder da organização internacional de defesa dos direitos humanos.

Os líderes das vinte maiores economias do mundo reunidos hoje em Berlim na cimeira do G20 têm sido "extraordinariamente tolerantes com dissolução dos direitos humanos na Turquia", acusa o líder da Amnistia no comunicado.

"Aproveitando a presença do Presidente [Recep Tayyip] Erdogan entre eles, esta seria uma boa altura para apelarem em alta voz à libertação de todos os defensores dos direitos humanos atualmente detidos" na Turquia, sugeriu Salil Shetty.

Idil Eser, diretora da Amnistia Internacional na Turquia, foi detida pela polícia turca na quarta-feira, na companhia de outros sete ativistas, no momento em que se encontravam numa ação de formação sobre segurança informática em Buyukada, uma ilha ao largo de Istambul.

Até ao momento, a polícia turca não fez qualquer comentário sobre a situação, desconhecendo-se os motivos das detenções.

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