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Amnistia Internacional pede à Tailândia mais atenção aos refugiados

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/09/2017 Administrator

A Amnistia Internacional (AI) pediu hoje ao Governo da Tailândia uma maior atenção aos refugiados, num momento em que mais de 480.000 membros da maioria muçulmana rohingya fugiram para o Bangladesh para escapar à violência na Birmânia.

A diretora de Assuntos Globais da AI, Audrey Gaughran, afirmou, em comunicado, que as autoridades tailandesas devem servir de exemplo na região com a adoção de políticas que protejam os refugiados, em vez de os expulsar ou impedir a sua entrada no país.

"O Governo tailandês deve garantir a segurança daqueles que procuram amparo internacional na Tailândia", disse Gaughran.

"Ao mesmo tempo que se deve felicitar o Governo tailandês por acolher centenas de milhares de refugiados há décadas (...) é preciso substituir a retórica pela ação", acrescentou.

A Tailândia tem 102.000 refugiados birmaneses em nove campos instalados junto à fronteira com a Birmânia, segundo dados do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

A AI pediu ao Conselho de Segurança, na quarta-feira, que avance com um embargo de armas e outras medidas para a Birmânia parar aquilo que apelidou de "limpeza étnica" contra a população civil rohingya naquele país.

Cerca de 480.000 rohinyas fugiram para o Bangladesh desde o início da violência, em 25 de agosto, no estado de Rakain (anteriormente Arakan) no oeste da Birmânia, segundo dados da ONU divulgados.

O Programa Alimentar Mundial garantiu a distribuição de alimentos para estes refugiados até novembro.

Além dos rohingyas, também a minoria hindu em Rakain foi vítima de violência desde que os rebeldes do Exército de Salvação do Estado Rohingya (ARSA) atacaram 30 postos de controlo das forças de segurança, a 25 de agosto.

Segundo o exército birmanês, foram recolhidos 52 cadáveres e 192 pessoas foram dadas como desaparecidas, todos birmaneses da minoria hindu, em Rakian, onde os militares mantêm uma operação para anular os rebeldes.

A Birmânia estreou em 2016 o primeiro governo democrático - após quase meio século de ditadura militar -, liderado pela Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, que esteve mais de 15 anos em prisão domiciliária por exigir a democracia no país.

Embora Suu Kyi, muito criticada pela "crise rohingya", lidere a Birmânia, as Forças Armadas mantêm as áreas da Defesa, Interior e Assuntos Fronteiriços, mais um quarto dos assentos nos parlamentos nacionais e regionais, entre outros privilégios que foram reservados na Constituição de 2008.

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