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Análise d'O JOGO: "Vecchio" rigor tático

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/02/2017 Alcides Freire

A análise de João Nuno Fonseca aos processos da Juventus, adversária do FC Porto nos oitavos de final da Liga dos Campeões.

Itália será sempre o país da tática, essa palavra que tantos usam para expressar o futebol quase como se de xadrez se tratasse e que traduz essencialmente uma forma de jogar e interagir. Sempre existiu rigor defensivo em Itália e a Juventus, de Massimo Allegri, cumpre em pleno esse critério. Os resultados desta temporada falam por si, contabilizadas apenas quatro derrotas na época 2016/17. Acima de tudo, é uma equipa com maturidade e com clareza nas estratégias operativas que aplica. A mobilidade que vai coexistindo nos médios serve para atrair jogadores e criar espaço para as bolas longas nas costas da defesa contrária. Isto conduz necessariamente a um desequilíbrio defensivo, quando não existe controlo e rigor, por parte das equipas que defrontam. O controlo das penetrações dos avançados será um ponto-chave por parte do FC Porto.

Organização defensiva da Juventus

© Reprodução/Facebook

Defensivamente é uma equipa que vai alterando o posicionamento do seu bloco defensivo tendo em conta as características do adversário. Geralmente pressionam com um bloco alto as equipas que gostam de ter a posse de bola e com capacidade de interligação na 1.ª/2.ª fase de construção. Os dois avançados protegem principalmente o corredor central, deixando as responsabilidades quando a bola entra nos corredores laterais para os alas e os laterais, criando sempre igualdade ou superioridade numérica nesses momentos. A proteção do corredor central é feita sempre com critério e sem permitir muito espaço de intervenção para os adversários (bloco compacto). Evitam ser superados, de forma a não comprometer os companheiros de equipa, tendo por isso um sentimento solidário de ajuda permanente.

Organização ofensiva da Juventus

Possuem um sentimento de verticalidade, provocando movimentações constantes no espaço atrás da linha defensiva adversária. Reconhecem espaços livres imediatos (intervalo entre lateral/central), usando o passe/diagonal longa para entrarem no último terço do campo com os defesas adversários orientados para a sua própria baliza, criando alguma vantagem nos momentos onde tem de existir maior definição por parte dos avançados. Em passes para as zonas laterais do campo adversário, tentam acumular jogadores nesses espaços para libertar possibilidades de penetração no lado oposto. Potenciam a mobilidade dos médios na zona central, de modo a atrair jogadores e consequentemente explorar as diagonais longas para o último terço.

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