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Analistas criticam atrasos na ajuda dos Estados Unidos a África

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/07/2017 Administrator

Os analistas e envolvidos na ajuda dos Estados Unidos a África criticaram hoje os atrasos na disponibilização de verbas e a menorização que o continente tem sofrido desde que Donald Trump é Presidente do país.

"Com esta administração [dos Estados Unidos], não sinto que África está sequer no mapa. Estamos a olhar para uma página em branco", comentou à AP o diretor do Programa Africano no Centro de Estudos Internacionais e Estrateégicos, Richard Downie, em Washington.

A opinião serve de mote para um conjunto de críticas feito por outros analistas que convergem na análise de que África saiu das prioridades da política externa norte-americana, uma ideia tornada mais forte pelo facto de não haver nenhum responsável por África no Conselho de Segurança Nacional e por, seis meses depois da tomada de posse, o posto de sub-secretário de Estado com o pelouro dos assuntos africanos também estar ainda vazio.

As operações no Departamento de Estado, o equivalente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros nos governos europeus, estão "bloqueadas", critica o diretor do Wilson Center, Steve McDonald, para quem "as decisões correntes, do dia a dia, continuam por decidir".

Os críticos encaram a presença da filha do Presidente em substituição do pai na parte da cimeira do G20 que debatia África como um sinal muito significativo da pouca atenção que Donald Trump dá ao continente.

"Os críticos disseram que era uma quebra do protocolo diplomático, mas também chamou a atenção para a preocupação crescente que quando se trata do continente de 1200 milhões de pessoas, o líder dos Estados Unidos tem estado notoriamente ausente", escreve a AP, que dá conta também dos perigos que a ausência do mais poderoso país do mundo traz para o continente.

Este mês o Governo atrasou uma decisão sobre o levantamento das sanções ao Sudão, o que levou o Presidente daquele país a determinar que todas as negociações com os EUA ficarão congeladas por três meses, até meados de outubro.

Quando se trata de África, escreve a agência de notícias citando os observadores da política externa dos EUA para África, a principal preocupação é a segurança e o terrorismo, e não a política de desenvolvimento e a ajuda humanitária defendida pelos governos anteriores.

O orçamento para o próximo ano parece confirmar isso mesmo: a despesa com segurança aumenta 2 mil milhões de dólares, uma mudança tornada possível com o corte de um terço no orçamento da Agência para o Desenvolvimento Internacional norte-americana, um departamento considerado muito importante para o sentimento internacional relativamente aos EUA.

"Este orçamento, se for implementado na totalidade, vai obrigar-nos a sair do mundo do ponto de vista diplomático ou então pôr pessoas em risco", disse o senador Lindsey Graham em maio, acrescentando que "haverá potencialmente muitos Benghazi se isto evoluir para uma lei", referindo-se ao ataque a edifícios norte-americanos nesta cidade da Líbia, em 2012.

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