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André Silva: os toques falhados que o levaram ao topo

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/05/2017 Hugo Monteiro

André Silva, avançado do FC Porto, recorda os primeiros passos no futebol numa entrevista ao Porto Canal.

O começo no futebol: "A verdade é que sempre gostei de desporto desde criança, fui sempre uma criança muito competitiva e gostava de ganhar e isso via-se muito no desporto, gostava e gosto muito de desporto. Talvez por o futebol ser o desporto-rei, fiquei apaixonado pelo futebol. Os primeiros toques nunca são fáceis, mas eu gosto de desafios e se calhar foi por isso que me meti no futebol. Na altura tínhamos lá (na escola) um pátio que era de cimento e agora nem me imagino a correr lá. Lembro-me de jogar com os meus colegas na escola, nos intervalos, nos torneios jogávamos para ganhar e eu queria mostrar o meu valor na escola. Nem me lembro o que sentia na altura".

© Ivan del Val/Global Imagens

Antes houve natação "Se calhar os meus pais viram que tinha jeito... Fui a alguns torneios e ganhei alguns premiozinhos. Até na natação eu competia no máximo e gostava de ganhar".

A entrada no Salgueiros pela mão dos pais: "Eu acho que os meus pais me julgaram mal na altura (risos). Eles diziam que eu era um rapaz muito egoísta, que gostava de fazer as coisas sozinho. Então aproveitaram isso para me meterem no futebol, num desporto coletivo. Desde aí, nunca me vi como egoísta, mas também não me lembro de certas coisas minhas em miúdo. Não é que eu quisesse ser egoísta. Lembro-me de jogar com os colegas da minha turma e sei que tinha mais qualidade do que eles. Chegava a fintar os da outra equipa e na parte final passava a bola aos meus companheiros para que marcassem e eles sentissem que eram importantes. Mas, se calhar, devido a essa competitividade, era um pouco egoísta".

Uma lição de toques: "Lembro-me que, no meu daquela gente toda, já não era o melhor. Pensei que se quisesse evoluir tinha de trabalhar muito. Lembro-me de um episódio em que tínhamos de dar toques e até aos seis anos e conseguia dar três toques e a bola depois caia. Havia alguns que já conseguia dar muitos toques, fazer malabarismos com a bola, mas se calhar foi por isso que levei este desafio do futebol de cabeça erguida, tão a sério e tenha chegado onde estou agora".

Pronto para tudo: "Lembro-me nos primeiros tempos do Salgueiros em que não havia ainda o metro e tinha a relva do estádio. Não posso dizer que tenham sido tempos difíceis porque não estava habituado a mais nada. Habituei-me a ir de metro, a pé e de autocarro para os treinos, como toda a gente. Chegámos a não ter bolas suficientes para os treinos, mas foi nessa altura que vi que a minha motivação era grande e nunca pensei em desistir. Levava as coisas tão a sério que quando surgisse qualquer coisa difícil eu estava sempre pronto a dar uma boa resposta".

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