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Angola/Eleições: Candidato da UNITA diz que é "dever patriótico" afastar MPLA do poder

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/08/2017 Administrator

O cabeça-de-lista da UNITA às eleições gerais angolanas de quarta-feira, Isaías Samakuva, considerou hoje, no comício de encerramento de campanha, em Luanda, que "é um dever patriótico mudar de vida" e afastar o MPLA do poder.

Perante muitos milhares de apoiantes reunidos no campo da Feira Internacional de Luanda (FILDA), no município do Cazenga, arredores do centro da capital, Isaías Samakuva surgiu ladeado da estrutura da UNITA - o vice-presidente Raul Danda, o secretário-geral Franco Marcolino Nhany, e de Rafael Massanga Savimbi, o filho do líder histórico do partido, Jonas Savimbi.

O presidente da UNITA fez um balanço de um mês de campanha eleitoral em Angola - que oficialmente termina hoje -, no qual disse ter percorrido as 18 províncias do país, por terra, "em conversa com o povo".

"Palmilhamos este país. Por todo o lado por onde passamos ouvimos o grito da mudança" porque o povo está em sofrimento, disse Isaías Samakuva.

"O que vi é impressionante. Vi miséria extrema. (...) Crianças desnutridas e mais velhos sem esperança no amanhã", disse o líder da UNITA, fazendo o contraste com o país mostrado na televisão pública angolana, que "mostra um país de paraíso que não existe".

Por isso mesmo, Isaías Samakuva considerou que hoje "é um dever patriótico mudar de vida e dizer ao MPLA que vá descansar um bocado", disse o candidato da UNITA à eleição, indireta, para Presidente da República, fazendo um apelo a todos os angolanos, mesmo os do MPLA.

"Vamos mudar. Também aquele que é do MPLA está a sofrer. A água que você não tem, ele também não tem. A eletricidade que não chega ao seu bairro, também não chega a ele", disse.

O candidato da UNITA - que surge na posição um do boletim de voto - falou ainda aos empresários angolanos, tentando passar uma mensagem de tranquilidade quanto ao voto no seu partido.

"Quero falar aos empresários do nosso país (...) muitos viram as suas empresas falidas nos últimos três anos. Muitos foram para a bancarrota, por causa da má gestão do nosso país. [Os dirigentes do MPLA] Desviaram do erário público e os nossos dinheiros depositados nos bancos desapareceram", acusou Isaías Samakuva.

O presidente do principal partido da oposição disse ainda que os elementos da cúpula do MPLA "estão a meter medo aos empresários, mas é mentira".

"Com a UNITA as empresas vão progredir (...) vão recuperar o que perderam. E só a UNITA pode fazer isso, porque na UNITA quem desvia o dinheiro dos outros, quem desvia do erário público é julgado e condenado. Vai mesmo para a cadeia. Se é ministro, se é governador, se é general: se for achado culpado vai mesmo para a cadeia", realçou.

Angola vai realizar eleições gerais a 23 de agosto deste ano, às quais concorrem o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), Partido de Renovação Social (PRS), Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) e Aliança Patriótica Nacional (APN).

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