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Angola/Eleições: CNE encerra campanha eleitoral concretizada em "clima de paz"

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/08/2017 Administrator

O presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola elogiou hoje a forma como decorreram os 30 dias de campanha para as eleições gerais de 23 de agosto, que hoje encerrou, apesar de alguns incidentes "devidamente controlados".

André da Silva Neto fez hoje uma declaração para formalizar o fim da campanha eleitoral, iniciada a 22 de julho.

A terça-feira, dia que antecede o escrutínio, está reservada à reflexão dos angolanos, para que "no dia 23 se dirijam às assembleias de voto e em sã consciência escolham o partido político ou coligação de partidos políticos" que vai dirigir os destinos do país nos próximos cinco anos.

"Durante os 30 dias de campanha eleitoral os partidos políticos e coligação de partidos políticos desenvolveram uma intensa atividade de justificação e promoção das suas candidaturas, usando os diversos meios que a lei estipula, e através dela foi possível dar a conhecer aos eleitores e aos cidadãos em geral os princípios ideológicos, programas políticos, sociais e económicos por si sustentados, dentro do espírito de democracia participativa e do Estado de direito", disse André da Silva Neto.

Segundo o presidente do órgão eleitoral angolano, de forma geral "a campanha eleitoral decorreu num clima de paz, de liberdade e de justiça".

"Os concorrentes observaram os preceitos políticos e éticos que regem as eleições e as nossas particularidades históricas", disse, lamentando os incidentes localizados, mas "devidamente controlados e que se encontram a receber tratamento legal dos órgãos competentes".

O presidente da CNE elogiou também a maturidade demonstrada pelos políticos e pelos seus apoiantes, o que facilitou o trabalho dos órgãos de segurança e da CNE.

"Por esta postura, que enobrece a nossa democracia, endereçamos uma palavra de apreço aos partidos e coligação de partidos políticos e aos distintos candidatos concorrentes", referiu.

O responsável apelou para que no dia dedicado à reflexão dos eleitores angolanos todos os atores políticos mantenham a serenidade que tem caracterizado os angolanos nos últimos 15 anos.

"É chegado o momento, reflitam maduramente face às mensagens que os concorrentes ao poder político foram passando, ao longo dos 30 dias de campanha eleitoral, e decidam qual deles merece a vossa escolha", frisou.

O responsável exortou os eleitores a exercerem o seu direito de voto "livre de pressões de qualquer espécie".

"E no dia 23 acorram às assembleias de voto para, secretamente, escolherem o vosso preferido, na certeza de que o escolhido por vós é aquele que definirá efetivamente para todos nós um futuro de prosperidade, bem-estar económico e social", encorajou André da Silva Neto.

Angola vai realizar eleições gerais na quarta-feira, concorrendo o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), a Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), o Partido de Renovação Social (PRS), a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) e a Aliança Patriótica Nacional (APN).

A Comissão Nacional Eleitoral de Angola constituiu 12.512 assembleias de voto, que incluem 25.873 mesas, algumas a serem instaladas em escolas e em tendas por todo o país, com o escrutínio centralizado nas capitais de província e em Luanda.

Em condições de votar estão 9.317.294 eleitores.

A Constituição angolana aprovada em 2010 prevê a realização de eleições gerais a cada cinco anos, elegendo-se 130 deputados pelo círculo nacional e mais cinco deputados pelos círculos eleitorais de cada uma das 18 províncias do país (total de 90).

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