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Angola/Eleições: Enchentes em comícios animam discussão entre MPLA e UNITA

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/07/2017 Administrator

Dois comícios realizados nos últimos dias pela UNITA e pelo MPLA foram até ao momento os maiores da campanha para as eleições gerais angolanas de 23 de agosto, com estimativas do número de participantes a animarem as discussões.

Enquanto a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), através do seu porta-voz, Alcides Sakala, garante que juntou "mais de um milhão de pessoas" no comício de sábado, em Cacuaco, arredores de Luanda, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) diz ter reunido 400.000 pessoas na terça-feira no Huambo.

As estimativas sobre os primeiros comícios - a polícia não divulgou qualquer número oficial -, de campanha eleitoral têm motivado acesas discussões entre militantes, nas redes sociais, nomeadamente com comparações entre a mobilização das respetivas máquinas eleitorais.

No caso do Cacuaco, a cerca de 20 quilómetros de Luanda, a mobilização da UNITA encheu por completo o campo da Cefopesca e seus acessos, levando o líder do partido e cabeça-de-lista, Isaías Samakuva, a perguntar à multidão: "Alguém veio para aqui à força", numa crítica à mobilização do MPLA e ao alegado recurso de meios militares para transporte de apoiantes.

A resposta, no terreno, surgiu na terça-feira, com o primeiro comício de campanha eleitoral de João Lourenço, o cabeça-de-lista do MPLA, realizado no Huambo.

"Cânticos vibrantes à vitória do MPLA ecoaram na cidade-vida, entoados pelos 400 mil cidadãos que participaram e lotaram o largo adjacente ao aeroporto Albano Machado, onde decorreu o ato político de massas, que marcou o arranque da Campanha Eleitoral do Partido", descreve uma nota oficial do partido, no poder em Angola desde 1975.

Depois de vídeos e fotografias do comício da UNITA animarem as redes sociais, face à mobilização, nos primeiros dias de campanha, o mesmo aconteceu com os apoiantes do MPLA: "Dá para comparar Huambo com Cacuaco", questionava Celso Malavoloneke, militante do partido e dirigente no Huambo, ao partilhar nas redes sociais fotografias sobre a mobilização para apoiar João Lourenço.

"Queremos uma vitória forte e convincente. Queremos uma vitória de cinco a zero no Huambo", afirmou João Lourenço, ao referir-se à conquista dos cinco assentos parlamentares a eleger pelo Huambo, tal como nas restantes 17 províncias, além do círculo nacional.

Angola vai realizar eleições gerais a 23 de agosto deste ano, com seis formações políticas concorrentes - MPLA, UNITA, CASA-CE, PRS, FNLA e APN - contando com 9.317.294 eleitores em condições de votar.

A campanha eleitoral em Angola decorre até 21 de agosto.

Nas eleições gerais são eleitos o parlamento, o Presidente da República e o vice-Presidente.

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