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Angola/Eleições: FNLA quer reforma Constitucional face às especificidades do país

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/07/2017 Administrator

O cabeça-de-lista da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) às eleições gerais angolanas de 23 de agosto, Lucas Ngonda, defendeu hoje uma "reforma constitucional" face às especificidades do país.

"Porque não se pode reformar a sociedade com a Constituição que nós temos. Esta Constituição dá muitos poderes ao executivo e à figura do Presidente da República, poderes que minam o trabalho do parlamento", afirmou hoje Ngonda, em declarações à Lusa, à margem da campanha eleitoral da FNLA, que arrancou na quinta-feira na província do Bié.

Lucas Ngonda, líder do partido e candidato à eleição indireta para Presidente da República, insistiu na necessidade de uma revisão da Constituição de Angola, com o objetivo de criar um parlamento equilibrado, com duas câmaras: "A câmara alta e a baixa, quer dizer a Assembleia Nacional e o Senado".

"Entendemos que, tendo em conta a própria natureza histórica do país, não seria bom estarmos confinados numa única câmara e tratar os problemas de Angola de maneira uniforme", explicou.

No quadro da campanha eleitoral para as eleições gerais de 23 de agosto, aquele histórico partido angolano, um dos três movimentos de libertação de Angola do poder colonial, trabalha hoje na província do Cuando Cubango, no sul do país.

"Para levarmos uma mensagem sobre a reforma da sociedade angolana, começando pela reforma da Constituição", disse Lucas Ngonda.

O partido foi o último a arrancar com a campanha eleitoral - que já decorre, oficialmente, desde domingo - precisamente num bastião histórico da FNLA.

"Na província de Bié foi bom, sobretudo devido ao entusiasmo das populações durante o percurso que fizemos pela cidade", acrescentou.

Para o cabeça de lista da FNLA, Angola deve encontrar soluções para consolidar a construção do país, argumentando que "a nação que temos agora é aquela que Portugal criou".

"A nação angolana como tal não existe, é uma nação em construção permanente. Daí que temos de ir encontrando todas as soluções necessárias para que seja consolidada, portanto entendemos que é necessário equilibrar a sociedade", fundamentou.

O líder da FNLA, um dos deputados que o partido elegeu nas eleições de 2012, defende o equilíbrio no funcionamento das instituições após as eleições, com a consolidação da democracia.

"Ganhe quem ganhar, mas que ganhe sobretudo o povo de Angola, a Democracia, a Paz e a harmonia nacional", concluiu.

Depois da província do Cuando-Cubango, a FNLA vai levar no sábado a sua mensagem política à província do Cunene.

Angola vai realizar eleições gerais a 23 de agosto deste ano, com seis formações políticas concorrentes - MPLA, UNITA, CASA-CE, PRS, FNLA e APN - contando com 9.317.294 eleitores em condições de votar.

A campanha eleitoral decorre até 21 de agosto em todas as províncias do país.

Nas eleições gerais são eleitos o parlamento, o Presidente da República e o vice-Presidente.

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